Hoje existem muitas polêmicas em torno da relação das crianças com o Carnaval. No ano passado, por exemplo, vivenciamos a discussão sobre a menina Julia Lira, de 7 anos. Ela tinha sido escolhida para ser madrinha da bateria da escola de samba Viradouro e desfilaria em destaque pela longa avenida, debaixo dos holofotes e olhares de todos, num lugar que era tradicionalmente ocupado por mulheres adultas e sexualizadas. Mas a pequena chorou antes de entrar na avenida, mesmo sendo aquele um ambiente tido como muito familiar para ela. O fato rendeu artigos na Folha de S Paulo, o que fez com que até o Ministério Público entrasse na discussão.

Nesse ano já começaram as notícias em torno do tema. Recebi pelo boletim da Andi uma notícia dizendo que a Vara da Infância e Juventude de São Luís (MA) vai intensificar a fiscalização da permanência de adolescentes com idade abaixo de 18 anos em festas, bailes e blocos durante o Carnaval. O documento tem por base o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê a proibição de venda de bebida alcoólica para adolescentes.

Sabemos que o Carnaval é uma festa típica da nossa cultura popular quando cada região canta e dança a seu modo. Mas, não podemos negar também que o Carnaval é uma comemoração onde a sexualidade é exacerbada e a bebida rola solta e ai, sem dúvida, temos que tomar cuidados com as crianças expostas nessas festas.

No entanto, isso não significa que criança não combina com Carnaval. Pelo contrário... Essa é uma festa popular onde a criança pode experimentar o lúdico e criar fantasias, aprender músicas típicas e se divertir muito!


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