Na última terça-feira, 26 de julho, o McDonald’s anunciou um novo cardápio infantil. Segundo a empresa, o objetivo é cortar em 20% a quantidade de calorias das refeições oferecidas paras as crianças a partir de 2012.

Sem dúvida é um passo importante da maior rede de fast food do mundo no combate a obesidade infantil. Mas a iniciativa ignora a influência do marketing no consumo de produtos que nem sempre são adequados à dieta infantil.

Mesmo oferecendo opções mais saudáveis, o McDonald’s continuará direcionando suas campanhas para o público menor de 12 anos. Vamos permitir que nossas crianças sejam induzidas a se alimentar frequentemente em redes de fast food?

Hoje 15% da nossa população infantil sobre de obesidade. O problema aqui é grave e caminha para atingir os altíssimos índices norte-americanos, onde mais de 30% das crianças estão obesas.

Uma representante do McDonald’s na América Latina afirmou que fast food é diferente de junk food. “É o serviço que é rápido e não necessariamente a comida”, afirmou a executiva ao portal iG. Mas, não dá para negar que a marca está fortemente associada ao consumo de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sal.

Esse tipo de declaração é uma maneira de manipular o consumidor. Mesmo que se ofereça refeições mais leves,  a maioria das pessoas reconhece a rede pelos combos com hambúrguer, batatas fritas e refrigerante. Além disso, o conceito de fast food promete praticidade e rapidez, mas também está aliado a um estilo de vida estressante e a um hábito alimentar pouco saudável.

O problema não é que essas redes existam, nem que se consuma nelas de vez em quando. O problema é que suas campanhas de marketing incentivam o consumo frequente dessas refeições rápidas – café da manhã, almoço e jantar.

O cardápio vai mudar e a publicidade também terá outro tom, dando a falsa (e perigosa) ideia de saúde e bem-estar.

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