Em artigo publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva, pesquisadoras da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense ressaltam a influência das publicidades de alimentos não saudáveis dirigidas ao público infantil exibidas na tevê na formação dos hábitos alimentares das crianças e no consequente desenvolvimento de doenças ligadas a má alimentação.

Em “Regulamentação da propaganda de alimentos infantis como estratégia para a promoção da saúde”, as pesquisadoras ressaltam a responsabilidade do governo na proteção das crianças a esse conteúdo, já que os pequenos são bombardeados mensagens comerciais de produtos alimentícios que influenciam de forma negativa nas suas escolhas alimentares – especialmente pela televisão, já que as crianças brasileiras passam, em média, cerca de 5 horas em frente à tela por dia.

Apoiando-se em diversos estudos que ligam a publicidade de alimentos à obesidade infantil e ao sobrepeso, as autoras acreditam que a regulamentação da publicidade de produtos não saudáveis pode encorajar a população a melhorar suas escolhas alimentares. As nutricionistas defendem que a responsabilidade precisa ser compartilhada entre sociedade, setor produtivo e público. “As intervenções governamentais que visem proteger a criança de riscos não podem ser entendidas como restrição à liberdade de expressão, mas como instrumentos para a garantia do direito a uma alimentação adequada e saudável”, colocam.

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