Como proteger seus filhos da cultura do consumo? Este é o título de uma matéria publicada no site da revista Time em setembro. Após uma visita à seção infantil de uma livraria, o colunista da revista entrou em choque: Nada era apenas um livro, todos tinham marca e estavam acompanhados de sites, filmes, jogos, lanches, mochilas e aplicativos de iPhone. Este foi o mote para uma entrevista com a psicóloga Susan Linn, diretora do Campaign for a Commercial-Free Childhood (CCFC).

Vale conferir a entrevista, na qual Susan aborda alguns aspectos da comercialização da infância. Para a especialista, hoje é difícil de encontrar qualquer tipo de entretenimento infantil que não esteja tentando vender alguma outra coisa. “Isso retira a necessidade infantil de brincar criativamente e deixa a mensagem de que suas próprias criações e sua imaginação não são boas o suficiente. A perda da brincadeira criativa é terrível para as crianças e também terrível para a sociedade e para o nosso futuro”.

Para os pais, ela deixa a dica: adiem o máximo possível a imersão das crianças na cultura do consumo, limitando o tempo em frente a telas e com brinquedos eletrônicos. “É importante que pais promovam momentos e experiências com materiais que incentivem a criatividade, ao invés de inibí-la. Os melhores brinquedos são os que ficam lá parados, até que a criança chegue e crie algo com ele”.

E é para aprofundar este debate que o Criança e Consumo está trazendo Susan Linn para conversar sobre o excesso de brinquedos e a importância do brincar em um evento na próxima semana. No dia 10 de outubro, às 19h30, Susan se junta a Lais Fontenelle, coordenadora de Educação do Criança e Consumo, e Renata Meirelles, educadora e pesquisadora de brinquedos e brincadeiras, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, para refletir sobre a brincadeira criativa. No dia, também será exibido o documentário “Criança, a alma do negócio”. Não dá para perder!

Vale também assistir ao vídeo com a palestra de Susan no 3º Fórum Internacional Criança e Consumo, sobre brincadeiras criativas.



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