O mundo vai de mal a pior mesmo. Ontem, 4 de abril, foi o último dia de desfile do Fashion Weekend Kids, que em sua 12ª edição atraiu mães e filhas fissuradas em grandes marcas. Nada contra o mercado de moda infantil, que certamente tem produções interessantes e muita coisa bacana para um público que precisa de peças confortáveis para correr, brincar, pular e se sujar sem medo de ser feliz. O problema é que temos visto outro tipo de preocupação...

Em matéria publicada no Estadão, mães e tias de meninas entre 5 e 9 anos mostram que a cultura do consumo chegou ao limite. “A minha filha quer óculos Chanel, Prada. A gente gosta de coisa boa, eles aprendem”. Recapitulando: aprendem o que?

É no mínimo cruel que meninas tão pequenas cresçam pautadas por valores segregadores, em que o ter prevalece ao ser. Também é muito assustador que depois de tantas conquistas importantes no que diz respeito a uma visão humanista e democrática vejamos um retrocesso tão brutal na forma de pensar. Não será uma surpresa no dia em que acordamos num verdadeiro “apartheid do consumo”.

Compartilhe :   
  1. Leo Nogueira
    Leo Nogueira em Terça-feira 05 Abril 2011 15:03
    Infância desaparecendo nesse mundo do consumismo incentivado pelos pais... Crianças adultizadas precocemente e adultos "infantilizados" quando sequer percebem o que estão fazendo. Daí a necessidade desse debate sobre consumismo e infância ser ampliado na sociedade, nas escolas, nas instituições, para que se "lute" pela proteção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes e pelo estabelecimento de políticas públicas. Infelizmente, não são poucos os pais que pensam e agem como os da reportagem do Estadão...
  2. Jobis
    Jobis em Terça-feira 05 Abril 2011 19:18
    post legal, mas ficou faltando alguma coisa. Faltou desenvolver a idéia, ir um pouco além, sei lá, fiquei mesmo com a impressão de que foi publicado pela metade.

    beijos!
  3. Lia
    Lia em Terça-feira 19 Abril 2011 17:42
    Poderia dar mais uma aprofundada mesmo, pois esse assunto exige um estudo mais minucioso, com direito a dados e fundamentação teórica, pois caiu muito no "achismo" além de estar incompleto.

Comentários encerrados.