O coletivo de pais e mães do movimento Infância Livre do Consumismo (ILC) enviou uma carta aberta em que critica a atuação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

Na carta, o ILC chama atenção para duas denúncias encaminhadas ao Conar na época da Páscoa, em abril, que tiveram resposta com dois meses de atraso: o órgão recomendou a sustação da campanha da Telessena de Páscoa e enviou uma advertência à Ambev pela campanha de lançamento de ovos de Páscoa da marca de cerveja Skol só em junho, quando não estavam mais sendo veiculadas.

Na última terça-feira (3), o movimento de pais e mães foi representado pela publicitária Taís Vinha durante a Audiência Pública sobre o Projeto de Lei 5.921/2001, que trata sobre a proibição da publicidade infantil. Durante a audiência, Taís alertou para a ineficiência do Conar nas denúncias que tratam de assuntos de interesse da sociedade. Segundo o ILC, o Conselho de Autorregulamentação não vêm demonstrando o comprometimento com a proteção das crianças frente aos apelos comerciais.

Desde julho do ano passado, o Instituto Alana não envia denúncias relativas ao abuso de publicidades dirigidas a crianças para o Conar, quando num ato de total falta de respeito com a ONG e a denuncia apresentada, o órgão chamou o Instituto Alana de "bruxa Alana que odeia criancinhas".

 

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