O que aconteceria se, durante um mês, uma pessoa comesse só alimentos anunciadas na televisão? Esse foi o experimento feito pelo jornalista inglês Tom Lamont. Os malefícios, segundo relata, foram mais mentais do que físicos: acompanhado por um nutricionista e com uma prévia alimentação saudável, os efeitos atingiram mais o seu cérebro, deixando-o com mais dificuldade de pensar, muita preguiça e bastante melancólico.

Fanático por comidas ultraprocessadas anunciadas na tevê, Lamont resolveu experimentar como seu corpo lidaria com a ingestão somente dos alimentos que apareciam na telinha, e suou para conseguir manter refeições balanceadas. Para seu choque, apesar de ver mil comerciais de fast food, pizzas e iogurtes, não viu nenhuma publicidade de pão, frutas ou saladas!

Conversando com um especialista em publicidade, Paul Rowlinson, o jornalista descobriu o motivo por trás da repetição incessante dos mesmos comerciais: a maioria das propagandas de tevê tem como objetivo chamar atenção para uma marca, aparecendo para o maior número de pessoas possível.

Lamont conclui que “eu descobri que os intervalos comerciais não são o reino de fartura gastronômica que parecia quando eu era mais jovem.” Ele relata que, depois de quatro semanas, cada refeição era um suplício e que ficou feliz ao poder finalmente parar de assistir aos comerciais de junk food.

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