Caixa de sapato, avião, amarelinha, pega-pega, corda, pião. Desde o nascimento as crianças brincam, sendo o seu próprio corpo o objeto primeiro de investimento nas suas brincadeiras. Através de atividades lúdicas as crianças iniciam sua integração social, aprendendo não só a conviver com os outros, mas também a situar-se no mundo que as cercam. As crianças se expressam e se realizam através de suas brincadeiras. Ao brincar elas desenvolvem seu lado emocional e afetivo bem como muitas aptidões cognitivas. Suas brincadeiras são como nossas palavras. Mais do que um passatempo o brincar é uma forma de comunicação das crianças com seus pares e com adultos e deve ser preservado.

Hoje me parece que as diferentes telas e a privação dos espaços públicos têm afastado cada vez mais nossas crianças de suas brincadeiras espontâneas. São em média 5 horas por dia que as crianças brasileiras passam em frente à TV segundo os últimos dados do IBOPE. Muito, não? Pois é... Nos EUA país recorde em audiência das crianças em frente às telas já se começou um movimento de resgate ao brincar chamado “Play for tomorrow” baseado em estatísticas e pesquisas que comprovam que o brincar está desaparecendo por lá como conta a matéria no NY Times.

O foco do movimento ainda é muito educacional. Eles estão centrando esforços para que exista mais tempo e espaço para brincar nas escolas de educação Infantil e Fundamental, mas não estão deixando de lado a conversa com os pais para que eles também se engajem no movimento deixando de lado deus Ipods e Iphones para se dedicar mais às brincadeiras com seus filhos. Bem que o Brasil podia se engajar num movimento assim até como uma forma de contraponto ao consumismo na infância. Que tal? Leve essa ideia para sua comunidade, escola de seu filho e para dentro de sua casa. Dê asas a sua imaginação e resgate o prazer de brincar. Essa moda pode pegar!

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  1. Alexandre Maciel Coutode Sá
    Alexandre Maciel Coutode Sá em Segunda-feira 14 Fevereiro 2011 11:10
    Concordo Laís, é por aí mesmo. É uma questão de batalhar em cima das ideias. Da ideia de que os pais são os principais responsáveis pelo estilo de vida de sua criança. Não concordo em regular ou proibir a publicidade para crianças. Isso seria um retrocesso. Quem fomenta o consumismo infantil não é a propganda, mas sim, a educação que ela tem em casa.
  2. Lomyne
    Lomyne em Terça-feira 15 Fevereiro 2011 16:48
    Há algum tempo, eu vi uma educadora no programa da Gabi, respondendo sobre diálogo entre pais e filhos adolescentes. Acho que a resposta dela se aplica aqui também: "não adianta os pais tentarem interagir com seus filhos na adolescência, depois de anos de omissão. Isso tem que começar muito antes, quando a criança quer sua companhia para brincar, quer contar o que aconteceu na escola ou mesmo que lhe conte uma história".

    Crianças tem muitas vontades, mas pouco discernimento para definir corretamente o que fazer. E a preguiça dos pais é um verdadeiro veneno neste aspecto. Seja pra educar, seja pra entreter.
  3. @rafavac
    @rafavac em Terça-feira 15 Fevereiro 2011 18:15
    sempre que posso tento mostrar isso através de meu blog http://rafavac.blogspot.com
  4. Equipe Projeto Criança e Consumo
    Equipe Projeto Criança e Consumo em Terça-feira 22 Fevereiro 2011 17:08
    Olá a todos. Ficamos muito felizes em ter a participação de vocês aqui no blog. Sobre a responsabilidade pela construção dessa infância saudável e livre de apelos consumistas, convidamos vocês a lerem o post de hoje que acaba de ser publicado: http://consumismoeinfancia.com/2011/02/22/cesar-o-que-e-de-cesar/. Seguimos no debate! Um forte abraço!

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