Uma matéria do site da revista Exame anuncia o novo empreendimento que vai ocupar o lugar do antigo Parque da Mônica no shopping Eldorado, em São Paulo.  A atração será o KidZania, um parque que remonta uma cidade em miniatura, onde as crianças podem trabalhar em lugares como hospital, banco e posto de gasolina, ganhando salários fictícios que são gastos no próprio parque.


No KidZania, as crianças são incentivadas a trabalhar para consumir os produtos à venda no parque. E a questão é ainda mais crítica ao se levar em conta que não são hospitais, bancos e postos de gasolina de faz de conta, mas sim estabelecimentos de marcas reais, parceiros do KidZania e que fazem propaganda para as crianças em seu momento de diversão, criando uma ligação afetiva da criança com a marca.


O KidZania levanta questões sobre que mensagem estamos passando para as crianças ao levá-las em seu momento de lazer para um parque onde o principal objetivo é consumir e ficar mais próximas de marcas. Essa não é a primeira notícia que vemos da publicidade invadindo os brinquedos. Em 2011, a Estrela lançou o Super Banco Imobiliário, em que ao invés de empresas de faz de conta, o tabuleiro está cheio de logos de empresas como Fiat e Nívea. Com as marcas invadindo o momento do brincar e de criação das crianças, o que estamos ensinando a elas?

 

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