Richard Drew/AP

Preocupada com o papel da mídia no aumento dos índices de obesidade infantil, a Walt Disney anunciou que vai cortar todas as publicidades de alimentos não saudáveis em suas mídias, como canal de tevê, rádio e site, segundo informa o New York Times.  Para serem anunciados, os produtos devem agora seguir um estrito padrão nutricional estabelecido pela empresa, alinhado às diretrizes propostas no ano passado pelos órgãos federais dos Estados Unidos. A proibição tem como objetivo pressionar a indústria alimentícia a fazer um marketing mais responsável de produtos não saudáveis a crianças.

Para a Disney a atitude é um bom negócio. Embora espere uma baixa nos anúncios, ao tomar ações contra a obesidade infantil, a empresa fortalece o índice de confiança das famílias. Isso sem contar que a marca também busca o aumento da procura por produtos saudáveis com seu licenciamento: desde 2006 a Disney vendeu mais de dois bilhões de porções de frutas e verduras licenciadas.

O setor de canais de tevê para crianças, que também é representado por empresas como Nickelodeon e Cartoon Network, deve sentir a pressão para se adaptar à tendência. Em 2007, a Disney já impulsionou uma mudança ao retirar seus personagens de produtos com alto teor de açúcar e gordura, o que foi seguido pelos canais Discovery Kids e Nickelodeon.

Os americanos estão mesmo preocupados com a questão da obesidade infantil e têm, aos poucos, pressionado a indústria de alimentos. A ação da Disney se soma a uma proposta do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, de proibir a venda de bebidas açucaradas com mais de meio litro na maioria dos restaurantes, cinemas e carrinhos de comida da cidade, também pensando em como diminuir os índices de obesidade infantil no país.

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