A busca por atingir potenciais consumidores chegou a seu ápice: as marcas invadiram as maternidades, atingindo o seu público alvo assim que ele nasce e criando consumidores desde o berço. Em fevereiro, o New York Times publicou uma matéria onde expunha a nova estratégia de marketing da Disney.

A empresa se associou a Our365, companhia que paga hospitais pelo direito exclusivo de produzir e vender fotografias de recém nascidos em suas maternidades, para promover a linha Disney Baby quando os fotógrafos visitam as mamães. Além de tirar as fotos, o funcionário fala sobre a linha, dá um pijama da marca e procura conseguir e-mails para cadastrar no site da empresa. O marketing não é exclusividade da Disney: empresas como Proctor & Gamble e Fisher Price também são parceiras da Our365.

“Fiquei surpresa pela Disney estar promovendo um produto logo no momento em que o bebê nasceu, mas pensei que, como pais recentes, não estávamos na posição de recusar presentes grátis”, disse uma das mães entrevistadas pelo NYT. “O pijama da Disney era muito mais bonito que o paninho dado pela maternidade do hospital”, completa. A estratégia pega os pais em um momento de extrema vulnerabilidade e aproveita para fidelizar o recém nascido pelo resto da vida! A empresa já planeja um programa de fidelização, onde as mulheres grávidas que se cadastrarem para receber a newsletter da Disney Baby possam ganhar, no futuro, ingressos para os parques temáticos da marca.

É por isso que o Campaign for a Commercial-Free Childhood (CCFC), ONG que luta contra o consumismo infantil, começou uma campanha contra os hospitais norte-americanos que se associam ao Our365, e assim lucram com a exploração comercial de suas pacientes. Em 2009, a empresa já foi alvo de críticas, ao enviar fórmulas substitutas ao leite materno da Mead Johnson para mães que haviam comprado as fotos da empresa.

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