Dia 8 de fevereiro, Dia da Internet Segura, participei de um debate com especialistas e jovens sobre o tema “Estar online é mais do que um jogo, é sua vida” no escritório da revista Viração, em São Paulo.

debate viração - internet seguraEntre os especialistas convidados estavam, da esquerda para direita: Rodrigo Nejm, diretor de Prevenção da Safernet Brasil; Fernanda Teixeira Souza Domingos, procuradora do grupo de cibercrimes do MPF - SP; Teresa Jordão, sócio fundadora do Instituto Paramitas; Cybele Meyer, blogueira e professora; e Rafael Pires, administrador da rede CDI LAN.

Rodrigo fez a abertura da sessão e apontou alguns dos perigos da internet, tais como  pedofilia, calúnia e difamação e  falta de informação sobre anúncios ou sites maliciosos. Ponderando sobre essas questões, Rafael comentou que a internet apenas potencializa as características humanas e Cybele completou: “É preciso informação e educação para minimizar os males desse meio de comunicação”.

Uma das formas propostas pelos especialistas para minimizar esses riscos foi o posicionamento de computadores em espaços sociais da casa, tais como sala e escritório, que possibilitam um acompanhamento mais próximo pelos pais do que as crianças e adolescentes estão tendo acesso.

Fiz questão de comentar sobre a necessidade de um cuidado especial com crianças abaixo de 12 anos, sendo imprescindível a mediação de um responsável na relação desses indivíduos e os meios de comunicação, seja ele qual for.

Quando falamos na relação de segurança e internet, as atenções logo se voltam para os temas mais tangíveis, como a pedofilia, e muitas vezes esquecemos que esse é um espaço de aprendizado, em que o tipo de conteúdo a que nossas crianças estão expostas influencia a sua forma de ver e lidar com o mundo.

Longe dos olhos críticos da sociedade e, obviamente, da autorregulamentação publicitária, esses espaços ficam inundados por publicidades, muitas vezes maliciosas e abusivas, que induzem nossas crianças ao consumo excessivo.

Mais uma vez, a questão da informação e da educação delimita a fronteira do perigo. É preciso que haja uma mediação responsável para qualquer meio, seja internet, televisão ou telefone, para que as crianças tenham a capacidade de discernir entre as coisas que devem ou não fazer parte da sua vida.

Para finalizar, segue uma provocação que Rodrigo fez: “Alguém já fez algo na internet que não faria pessoalmente?”.

Fica a dica.

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