Os limites entre publicidade e diversão ficaram confusos com o “merchantainment”, palavra que simboliza a fusão entre merchandising e entretenimento. Quando o público em foco é o infantil, estabelecer quando acaba a propaganda e quando começa a diversão fica ainda mais complexo.


O merchantainment está em todos os lugares. A Disney World, por exemplo, realiza para seus funcionários cursos sobre o tema, com o objetivo de formar “merchantainers” que criem uma experiência positiva aos visitantes do parque no intuito de que eles comprem mais produtos.


No entanto, é quando a prática chega ao mundo digital que ela ganha mais força, com a geração de conteúdo lúdico móvel, sites e redes sociais com objetivos mercadológicos.
A Ralph Lauren Kids, por exemplo, começou nos Estados Unidos uma nova campanha chamada RL Gang, que consta de um livro e um filme na internet onde os personagens usam roupas da marca que estão à venda nas lojas. Ao assistir o vídeo, crianças podem clicar nos seus personagens preferidos para comprar seus guarda-roupas. Esse tipo de ação publicitária faz com que a criança crie uma associação entre o produto e a diversão, se aproveitando da vulnerabilidade da criança, que não percebe o intuito de venda.


Por lá, o CCFC, de Susan Linn, já anda fazendo barulho. No Brasil, as campanhas publicitárias do Verão devem fortalecer esse conceito por aqui. Vale uma reflexão e uma mobilização por aqui também...

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