Este final de semana presenciei uma cena interessante numa loja de eletrônicos: um pai olhando alguns modelos de smartphones, enquanto seu filho de aproximadamente uns 8 anos, bastante eufórico, lhe descrevia as atribuições do aparelho quase melhor que o vendedor. Um espanto!

A nova geração de crianças está cada vez mais familiarizados com tudo de novo que o mercado oferece.

Segundo o estudo Kid´s Móbile Entertainment & Apps coordenado pelo NPD Group no ano passado, 7% dos celulares nos EUA tinham mais de 60 aplicativos baixados pelos pais para entretenimento dos filhos. Ainda neste cenário, uma pesquisa realizada próximo ao Natal pela Nielsen Company apontou iPads, computadores, videogames e smartphones no topo da lista dos desejos dos meninos e meninas de 6 a 12 anos de idade.

A criança em seu universo lúdico está sempre buscando brinquedos e trejeitos para imitar o mundo dos adultos que estão à sua volta. Mas a partir do momento que tecnologias reais adentram seus dias substituindo atividades criativas e brincadeiras ao ar livre para ficar diante de telas de computadores e celulares passa sim a ser um problema!

É inegável que cada vez mais a tecnologia fará parte da vida dos indivíduos, buscando facilitar a comunicação e auxiliar nas tarefas diárias. Mas será que o espaço que estão ocupando, e a forma como estão entrando na vida da nova geração não é algo que merece reflexão?

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  1. Jobis
    Jobis em Sábado 19 Fevereiro 2011 14:37
    amigos, vejo todos nós como crianças maravilhadas diante de um parque de diversão, quando a questão é a tecnologia. Tudo é vertiginoso e a maior parte de nós, claro, quer estar por dentro, mais ou menos como os adolescentes que criticamos, sempre prontos a ter um colapso porque não possuem o novíssimo tênis ou a novíssima blusa da coleção de verão. Na verdade, toda essa compulsão tecnológica segue o desejo desenfreado de buscar sensações. A sensação de estar inserido, a sensação de estar por dentro, a sensação de fazer parte.
    Dado nosso nível de maturidade, essa postura é quase natural! Afinal, jamais, em toda história, o homem pôde tanto com tão pouco e tão rápido.
    Eu acho natural tudo isso, o desejo de explorar um universo inédito, de conhecer, de estar a par. Porém, meu grande receio é que, ao estarmos tão conectados com o mundo, nos desconectarmos de nós mesmos e das nossas famílias. Eu estou no twitter do meu micro e do meu celular. Posso gravar um vídeo e permitir que todos assistam, em tempo quase smimultânio, isso sem trabalhar em nenhum a rede de tv para isso. Antes, as notícias viajavam na velocidade dos meses; agora, segundos separam o autor de uma carta de amor de seu leitor destinatário. Porém, e o olhar para junto, para perto? e o tocar, sentir, observar, interagir com pessoas?
    Penso que seja importante cuidarmos disso, par anão passar essa limitação às nossas crianças. Afinal, em um mundo tão tecnológico, se nossos filhos não aprenderem a falar, cantar, brigar e correr conosco, com quem mais será?
  2. Bb Moderno
    Bb Moderno em Domingo 20 Fevereiro 2011 11:33
    isso é irreversível,paixão por eletrônicos é fato, nos cabe dar exemplo, manter a ética, pensar no planeta, no nosso futuro, agir é sempre melhor que falar...
  3.  Dra. Denise Lellis
    Dra. Denise Lellis em Domingo 20 Fevereiro 2011 13:15
    Cabe a nós adultos a responsanbilidade de manter das crianças a proximidade que as "telas" tanto atrapalham. A capacidade de olhar nos olhos e manter um diálogo parece estar desaparecendo entre as crianças e adolecentes. É importante nos esforçarmos para reverter este quadro e podemos começar. Parabéns pelo blog e pela matéria.
  4. Aline
    Aline em Terça-feira 22 Fevereiro 2011 16:42
    Estou a ponto de brigar com a sogra (com apoio de marido) porque ela não entende nossa recusa em dar um celular para nossa filha de 10 anos. Ela fez uma ameaça "se vocês não têm dinheiro pra dar, eu vou dar". Minha filha está o tempo todo sob a supervisão de um adulto, em locais que contam com telefones fixos, além dos celulares dos adultos que a acompanham. Ela também tem computador e mp4 player, e pode usar os aparelhos celulares meu e do pai. Mesmo assim a família pressiona, cobra, questiona, como se a opção por não dar a ela o celular estivesse comprometendo o futuro da criança. Eu digo que além de não haver necessidade, também não concordo com o símbolo de status dado ao aparelhinho. Criança não deveria ser incentivada a ostentar símbolos de status.
  5. Equipe Projeto Criança e Consumo
    Equipe Projeto Criança e Consumo em Terça-feira 22 Fevereiro 2011 16:57
    Olá a todos! Agradecemos a colaboração em nosso blog e convidamos a ler mais sobre o tema do consumismo ligado a eletrônicos em http://consumismoeinfancia.com/2011/01/05/tecnologia-digital-teenage-love/
  6. gu
    gu em Segunda-feira 14 Março 2011 10:25
    Como a Dra. Denise disse depende de nós. Principalmente nosso exemplo e depois os limites que colocamos.

    Aline imagino a barra que vcs estão passando, difícil colocar limite para a sogra. Tenta falar com jeitinho que o mais importante é amor, carinho, atenção etc... Na pior fala que sua filha ganhará um celular com x anos.

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