Chocante, não? Mas esta foi uma das principais conclusões da pesquisa Bio-Index realizada pela fabricante de aviões Airbus em homenagem ao Dia da Biodiversidade no ano passado.

A pesquisa foi realizada com mais de 10.000 crianças em 10 países ao redor do mundo, e infelizmente apresenta resultados já próximos à nossa realidade. A redução dos espaços públicos e a convivência social associada a momentos de consumo têm feito com que o contato com a natureza se torne algo cada vez mais raro na vida das crianças.

Entregues aos agrados das babás eletrônicas, meninos e meninas passam horas diante das telinhas assistindo a centenas de mensagens publicitárias, programas de TV e jogos de videogame que a todo tempo lhes dizem o quanto é importante e legal ter aqueles novos produtos.

Em 2005, o National Consumer Council do Reino Unido mostrou que as crianças inglesas de 10 anos conheciam entre 300 e 400 marcas de produtos e serviços. Um número mais de 20 vezes superior ao número de pássaros que sabiam identificar.

Nos EUA, o CCFC de Susan Linn promove nesta semana a Screenfree Week – semana livre de telas, em português. Até domingo, 24 de abril, as famílias americanas que adotarem a iniciativa vão experimentar brincar, conversar e se relacionar mais sem as TVs e os computadores ligados. É uma ação interessante, uma oportunidade de refletir sobre essas e outras questões. 

Para reverter esse quadro e construir um mundo melhor para nossas crianças, uma solução simples pode ser o incentivo ao consumo consciente na família e o respeito pela natureza. Não podemos continuar tratando a natureza como paisagens e idealizações, é preciso agir!

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