Já faz um tempo que os estilistas descobriram um novo público para quem direcionar seus produtos: as crianças. A indústria de roupas infantis gera um lucro anual de R$ 7,5 bilhões só no Brasil e produz cerca de um bilhão de peças, segundo a ABITC. Marcas como Gucci e Stella McCartney já perceberam a vantagem de investir no público infantil e nas crianças fashionistas. Para Ronaldo Fraga, a sua linha infantil já é responsável por 50% do rendimento!

Para essa geração, o ícone é Suri Cruise. Sempre desfilando com roupas fashion, muitas vezes não apropriadas a sua idade, e sapatos de salto alto, a filha de Tom Cruise e Katie Holmes é constantemente seguida por paparazzi, que fotografam o seu “estilo”. O assunto já vem sendo debatido, com discussões sobre o encurtamento da infância e a criação de preocupações “adultizadas” nos pequenos.

Sutiã com enchimento e sapatos de salto? Ganhou polêmica na semana passada matéria do Estadão que entrevistava mães de “socialitezinhas”, que com 5 anos já gostam de Chanel e Prada e “sabem o que é coisa boa”. Assim, os pais incentivam os próprios filhos a se comportar como adultos e a pular uma das mais valiosas e essenciais fases da vida: a infância. Já são comuns casos de meninas que não podem entrar na piscina para não estragar a escova ou correr porque estão de salto.

Neste contexto, é bom saber que existem marcas que, ao fazer produtos infantis, se preocupam com o conforto da criança e pensam até mesmo em maneiras com que a criança pode brincar com a sua roupa. Sobre o assunto, vale assistir a matéria do programa Mundo S/A, da Globonews.

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