Quando abraçamos uma causa, nossa convicção sobre ela deve ser suficiente para seguirmos confiantes. Porém, é tão bom quando sabemos que, muito antes da gente, alguma pessoa querida e reconhecida em seu país já pensava e lutava pelos mesmos ideais que nos animam.

Falo de Maria Elena Walsh que, durante os oitenta anos que esteve entre nós, até janeiro passado, fez a diferença no mundo com suas obras apaixonantes, sempre em favor das crianças e contra o materialismo. Escritora, compositora, cantora, dramaturga e cidadã ilustre da cidade de Buenos Aires, Maria Elena foi tão consistente como pessoa que até mesmo o simples fato de ser sua xará me deixou honrada. Foram cerca de 40 livros de poemas, canções, contos, novelas e peças de teatro, todos escritos com o coração e um profundo envolvimento com as questões sociais.

“Serenata para la tierra de uno” e a música do filme “A tartaruga Manuelita” são algumas de suas canções bem famosas. Mas tem uma, de 1966 (Uau, há 45 anos!) que parece ter sido composta para encorajar (e embalar) nosso trabalho no Projeto Criança e Consumo: a Marcha de Osias. É um ursinho de pelúcia que quer encontrar um bazar onde se venda coisas como, por exemplo, um relógio com tempo para brincar, um pouco de conversa para quando se estiver sozinho e outros produtos mágicos, simbolizando o triunfo do ser sobre a preocupação com o ter.

A história de Maria Elena vai longe e quem quiser mais detalhes basta acessar o artigo do amigo e jornalista Flávio Paiva em sua coluna no jornal Diário do Nordeste. Foi por meio dele que conhecemos um pouco da história dessa ilustre e desconhecida parceira do Projeto. Faz lembrar um pouquinho aquele filme “Nunca te vi, sempre te amei”, com a Anne Bancroft e o Anthony Hopkins, que história!

Embora nossas lutas pela proteção à infância não tenham coincidido no tempo, as canções dessa artista tão doce e ativista tão brava nos aproximam agora. Ouça a marchinha e mostre aos amigos, pais, professores e crianças que estiverem à sua volta. É uma forma de Maria Elena Walsh continuar viva, cantando e lutando por um futuro melhor para nossas crianças.

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  1. Jobis
    Jobis em Segunda-feira 21 Fevereiro 2011 13:44
    Já conhecia a Maria Helena e, acredite, ela faz sucesso com os pequenos daqui de casa. O trabalho dela me lembra um pouco a Bia Bedran, aqui do Brasil, que também faz sucesso por aqui. O Kevo gosta especialmente del "reyno del revés" - o portunhol dele fica lindo cantando aquela música, e os dois gostam muito do "foguete", da Bia Bedran.
    Tem-se muito mais trabalho oferecendo aos pequenos uma cultura longe dos programas supostamente infantis e seus respectivos ícones, mas o resultado é tão imensamente compensador, que a cada dia seguimos mais firmes em nosso propósito.
  2. Flávio Paiva
    Flávio Paiva em Segunda-feira 21 Fevereiro 2011 15:06
    Que maravilha essa " grande parceria em algum lugar do passado" da Maria Elena (sem agá) e da Maria Helena (com agá)... E o comentário associando a música da compositora portenha com a música da Bia Bedran é perfeito... Feliz do Kevo que tem a oportunidade de escutar as duas... Um dia teremos mais e mais crianças com essa felicidade...
  3. Bia Bedran
    Bia Bedran em Segunda-feira 21 Fevereiro 2011 15:50
    Fiquei muito feliz e honrada em ser citada ao lado da maravilhosa criadora e amiga da infãncia, Maria Elena Walsh !Um abraço cheio de histórias , canções e afeto da
    Bia Bedran
  4. Equipe Projeto Criança e Consumo
    Equipe Projeto Criança e Consumo em Terça-feira 22 Fevereiro 2011 16:43
    Olá Jobis, Flávio e Bia! Agradecemos a colaboração de vocês no nosso blog. Ficamos muito felizes e honrados que possam dividir experiências conosco. Um grande abraço e continuamos nos falando (também) por aqui!
  5. Jobis
    Jobis em Quarta-feira 02 Março 2011 12:10
    Seria perfeito se, um dia, a Bia gravasse canções adaptadas da Maria Elena. Sério! É o tipo de trabalho que merece ser exportado.
    Aqui, em termos de músicas e de tv, penso que somos alternativos dentre os alternativos, mas a resposta deles é cada dia mais positiva!
    Eu não sabia que educar com amor, poesia e cultura podia dar tão certo!

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