Aprovada por unanimidade, nova lei da câmara de vereadores de Los Angeles proibiu a abertura de restaurantes fast food em South Los Angeles, onde os índices de obesidade são alarmantes. Segundo a câmara, hoje são quase mil restaurantes fast food na região.

Ao mesmo tempo, cerca de 30% dos 750 mil moradores são obesos, o dobro registrado em outros lugares de Los Angeles, onde as pessoas se alimentam de modo mais saudável.

O problema é grave sim, mas a decisão é polêmica... A lei pode não surtir o efeito esperado de redução da obesidade. O problema é conseqüência, principalmente, do consumo exagerado de alimentos ultra-processados, seja ofertados em restaurantes ou em supermercados. E o que leva a esse consumo? Uma série de fatores, como preço, oferta de variedade, educação, apelo mercadológico.

Talvez fosse mais eficiente promover uma reeducação alimentar da população por meio de algumas medidas mais educativas, como esclarecer que o consumo exagerado de alimentos com grandes quantidades de açúcar, sal e gorduras pode trazer riscos à saúde.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) tem se debruçado em cima de alternativas de combate à obesidade no mundo. Para a organização, os governos internacionais têm a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para reduzir, por exemplo, o impacto do marketing de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional.

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