No mês das crianças, foram divulgadas algumas pesquisas que mostram o quanto a publicidade infantil influencia nas escolhas dos pequenos e também nas compras dos pais. Um estudo da eCGlobal, feito em setembro, mostrou que 65% dos pais pretendiam dar exatamente o presente que seu filho pediu para o Dia das Crianças e reforçam o apelo consumista da data: no Brasil, 72% das pessoas acham importante dar presente no dia e 90% dos pais iam presentear seus filhos.

Os pais não têm dúvidas quanto a principal influência na decisão das crianças: 38% citou as propagandas na televisão, seguido pelos amigos que já possuem o brinquedo (26%). A relação do produto com um personagem de desenho também influencia: 18% falaram essa resposta.

Já uma pesquisa da Universidade Brasília (UnB):psicologia, financiado pelo programa InFormação da ANDI e do Instituto Alana, mostrou um quadro crítico: para os pais entrevistados, seus filhos são menos influenciados pela publicidade do que os filhos dos outros, mostrando um excesso de confiança na capacidade dos filhos na resistência à persuasão publicitária. A pesquisa também mapeou as estratégias mais utilizadas pela publicidade infantil para convencer às crianças (veja o gráfico no final).

A pesquisa “Propaganda de alimentos e bebidas na TV: percepção de crianças em mães”, da Faculdade de Saúde Pública da USP, ressaltou a influência publicitária nos hábitos alimentares infantis. O estudo concluiu que o fast food foi o alimento mais veiculado nas emissoras analisadas, sendo que do total de exibição de propagandas de uma das emissoras, os alimentos não saudáveis representaram 100% das publicidades de alimentos e bebidas. Em entrevistas com crianças e mães, também foi constatado que as campanhas influenciaram as crianças a acreditar que os alimentos não saudáveis são legais, bons e até mesmo saudáveis. As mães também afirmaram que são influenciadas pelos filhos a comprar esse tipo de alimento.



Marcelo Jatobá e Ana Grilo/UnB Agência

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