Hoje, 29  de abril, termina em Moscou um evento da Organização Mundial da Saúde (OMS) para debater doenças crônicas não transmissíveis. Entre as DCNT mais conhecidas estão a diabetes, insuficiência cardíaca, hipertensão e neoplasias. A obesidade, o tabagismo e o alcoolismo são alguns dos fatores que causam as DCNT. O evento foi motivado pelos dados apresentados no último estudo da OMS, que mostrou que essas doenças são as principais causas de morte no mundo hoje, número que segue subindo.

Em 2008, mais de 36 milhões de pessoas morreram de problemas coronários, derrames, cânceres no pulmão e diabetes. Quase 80% dessas mortes ocorreram em países pobres ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

Em discurso no evento, a diretora geral da OMS, Margaret Chan, reafirmou a gravidade da situação. “Em muitos países não é um exagero dizer que a situação está à beira de um desastre –  um desastre para a saúde, a sociedade e a economia desses lugares”, disse.

Ela ressaltou que milhões de mortes causadas por esses problemas podem ser facilmente prevenidas com políticas públicas amplas e contundentes. O que inclui uma série de ações, que vão desde campanhas de promoção à vida saudável até garantir acesso a atendimento médico. Nesse meio, ela também ressalta a importância de regular questões cujo impacto é extremamente negativo, como é o caso da publicidade de alimentos ultraprocessados e não saudáveis para crianças e adolescentes.

“Aqui está uma pergunta que eu gostaria de fazer para as indústrias de alimentos e bebidas. Será realmente que produzir, comercializar, divulgar publicidade de forma agressiva, especialmente para as crianças, de produtos que prejudicam a saúde dos seus clientes é um bom negócio?”, questionou duramente Margaret Chan, que ocupa o cargo na OMS desde 2006.

A OMS tem reforçado suas orientações para o combate ao aumento dos índices globais das doenças não transmissíveis. Em 2010, divulgou suas recomendações, aprovadas por 27 países durante a 63ª Assembléia Mundial de Saúde (World Health Assembly – WHA), para que os governos internacionais assumissem a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para reduzir o impacto do marketing de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional nas crianças. Com esse objetivo, uma das orientações pede a proibição de comunicação mercadológica desse tipo de produto em ambientes dedicados às crianças, como escolas e playgrounds.

A conferência de Moscou pode ser assistida no site da organização.

 

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  1. Isabella Henriques
    Isabella Henriques em Terça-feira 03 Maio 2011 20:12
    Torcemos para que essa declaração da diretora geral da OMS inspire o Governo Brasileiro a se posicionar favoravelmente a medidas restritivas da publicidade de alimentos voltada às crianças!

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