“Vale a fantasia de trocarmos o nome Instituto por outro mais característico – a bruxa Alana, que odeia criancinhas”. Essa frase resume a falta de seriedade e de compromisso do Conar com a ética e com a sociedade brasileira. Ela consta no parecer do conselheiro Enio Basílio Rodrigues sobre denúncia que o Projeto Criança e Consumo fez à entidade contra uma campanha do McDonald’s durante o trailer da animação infantil “Rio”. 

A representação enviada ao Conar teve como base argumentos jurídicos, científicos e políticos para questionar a publicidade do McLanche Feliz com brindes do filme “Rio”, que falava diretamente com crianças menores de 12 anos. Ainda mostrava como a empresa feria seu próprio código de ética e o acordo de autorregulamentação firmado junto à Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) e à ABA (Associação Brasileiras dos Anunciantes), em 2010.

Segundo esse acordo, o McDonald’s não poderia anunciar nada, nenhum tipo de produto, para crianças menores de seis anos. Acontece que o filme “Rio” tinha classificação indicativa livre, e milhares de meninos e meninas pequenos foram impactados pela campanha. Vale lembrar que a tal publicidade chamava mais atenção dos brinquedos com personagens do filme do que do produto em si, induzindo a criança a querer o McLanche para ter os brindes. 

A venda de alimentos com brinquedos vem sendo criticada em todo o mundo – e definitivamente não é uma bandeira só do Instituto Alana. No Brasil, o Ministério Público Federal instaurou inquérito em 2009 para investigar essa prática em três cadeias de fast food. A Assembleia de Belo Horizontre acabou de aprovar um projeto de lei que proíbe venda de lanches com brindes para crianças. Fora as várias proposições que tramitam no Congresso Nacional sobre essa questão.

Mas o conselheiro do Conar se limitou a dizer: “Da mesma forma que Suécia e Dinamarca tem por base evitar que suas crianças de olhos azuis fiquem gordinhas, o Brasil tem por base acabar com a desnutrição dos nossos meninos moreninhos”. E o que o Conar tem a dizer a respeito do dado do Ministério da Saúde de que 30% de nossas crianças estão com sobrepeso e 15%  já estão obesas?

O parecer de apenas duas páginas tem distorções e ofensas que jamais foram vistas em cinco anos de atuação do Projeto Criança e Consumo. E vale ressaltar: mesmo com tantos absurdos, o Conselho do Conar votou por u-na-ni-mi-da-de a favor do parecer.

Por isso, pela total falta de respeito com que esse caso foi julgado, não reconhecemos mais o Conar como uma entidade séria e legítima para garantir a ética na publicidade brasileira.  Entendemos que uma autorregulamentação como essa de fato não protegerá a infância brasileira dos abusos comerciais.

É preciso uma legislação específica que proteja nossas crianças desses abusos. De novo: essa não é somente uma preocupação do Alana, mas também de 76% dos pais brasileiros que afirmaram em pesquisa do Datafolha que a publicidade de fast food prejudica seus esforços na educação alimentar de seus filhos.

Denúncia enviada ao CONAR
Parecer do CONAR

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  1. Fernanda Becker
    Fernanda Becker em Quinta-feira 30 Junho 2011 10:29
    É fundamental recordar que o CONAR tem sua origem nos porões da ditadura. Não me surpreende que calúnias sem fundamento científicio ou consistência jurídica venham de uma entidade que nasceu à serviço da censura prévia que ameaçava a "liberdade de expressão comercial" nos anos de chumbo. De todos os absurdos contidos no parecer, o que mais me impressiona é a ameaça velada ao jornal Folha de São Paulo, criticado pelo conselheiro por supostamente fazer uma apuração preguiçosa, na medida que divulgava uma falha da entidade, apesar de estar entre seus membros. Uma enorme irresponsabilidade que só causa prejuízo a todos os setores. Lamentável.
  2. Camila
    Camila em Quinta-feira 30 Junho 2011 12:58
    Achei de muito mal gosto este parecer do Conar. Desconsideram questões de saúde como o risco de obesidade infantil sendo, o CONAR sim extremista em sua posição. Até porque acredito que, como o Instuto Alana, muitos pais também se preocupam com os hábitos de seus filhos. Principalmente nesta sociedade onde vivo (será que estamos na mesma realidade?) onde os números de obesidade e consumismo (especialmente na infância) são tão preocupantes.

    Como batata frita, doces e chcolates e não o suco de gengibre com brócolis ao forno como cita o parecer. Nem sou um excelente exemplo no quesito alimentação. Mas acho importante os pais e a mídia (que hoje, infelizmente, exerce uma enorme influencia na formação de hábitos não só de crianças) dêem também um bom exemplo. Sem extremismos, pois acredito que devemos todos praticar a tolerância.
  3. Clarice Trindade Laender
    Clarice Trindade Laender em Quinta-feira 30 Junho 2011 13:14
    Como publicitária, fico muito preocupada com mais este mau exemplo que relaciona a profissão à falta de ética e de humanismo. Consinto que o trabalho deve ser no sentido de legislação específica (para resolver o problema imediato) e, sobretudo, da educação, do debate, da conscientização e do cultivo de valores (para resolver o problema de forma efetiva e permanente). Agradeço ao Instituto Alana por seus esforços e pela incansável luta, que só pode ser sustentada por convicções e sentimentos profundos.
    Clarice Laender - BH/MG
  4. Luiz Saturnino Pôssas Jr.
    Luiz Saturnino Pôssas Jr. em Quinta-feira 30 Junho 2011 13:41
    O conselheiro não foi feliz em seu comentário ou talvez desconheça a missão definida pelo seu órgão que inicia com: "Impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas.", a propósito deve desconher também o Estatuto da Criança e do Adolecente, o Código de Defesa do Consumidor e até mesmo o Instituto Alana, que tem como primor a proteção essencial de nossas crianças ante às publicidades abusivas e enganosas, tão combatidas hoje em relação ao consumismo de massa não só infantil, na verdade a infelicidade do parecer do conselheiro do Conar fere também a Constituição Federal no que toca à Dignidade da Pessoa Humana em desenvolvimento.
  5. ANA CLAUDIA BESSA
    ANA CLAUDIA BESSA em Quinta-feira 30 Junho 2011 13:57
    UM ABSURDO UMA ENTIDADE SE POSICIONAR DE MANEIRA TÃO DESRESPEITOSA. ISSO MOSTRA O DESPREPARO DAS PESSOAS QUE ESTÃO A FRENTES DE MUITAS ENTIDADES REGULADORAS QUE SIMPLESMENTE NÃO FAZEM SEU PAPEL, E COMO NESTE CASO, MUITO PELO CONTRÁRIO, ATENDE AOS ANSEIOS DAS EMPRESAS E NÃO DA SOCIEDADE.
  6. Helena Lima
    Helena Lima em Quinta-feira 30 Junho 2011 14:06
    O deboche grosseiro acontece por parte de quem, supostamente, deveria zelar pela manutenção de padrões mínimos de ética e conduta junto a esse rolo compressor chamado indústria publicitária. Só age assim quem se percebe acima do bem e do mal, voando nos céus da impunidade. Logo após a indignação, surge a pergunta: a quem denunciar essa atitude do Conar?
  7. Daniel Raviolo
    Daniel Raviolo em Quinta-feira 30 Junho 2011 14:09
    Não deixa de ser uma boa coisa que a máscara do CONAR tenha caído. Afinal, o que este relator externou é uma das estratégias da corporação publicitária para defender o negócio, que é o deboche ou (de forma mais apresentável) a desqualificação através de falsas contextualizações que minimizam o negam o impacto da publicidade (vi fazer isto aos professores Leandro Batista e Eneus Trindade, do NCE/USP, é um seminário sobre álcool e publicidade, promovido pela ABEAD há mais ou menos um ano; inacreditável!). A outra linha de defesa é a categorização da propaganda como Direito de Expressão. Pura propaganda aplicada à defesa de um negócio...
  8. Gisela Black Taschner
    Gisela Black Taschner em Quinta-feira 30 Junho 2011 14:14
    Lamentável e patético o espetáculo do CONAR - uma entidade que se arvora em representante da sociedade civil - agindo desse modo! Vergonhoso!
  9. Maria Cristina Castro
    Maria Cristina Castro em Quinta-feira 30 Junho 2011 14:45
    Como mãe e como profissional da área de saúde estou indignada com este orgão.
  10. Ives Albuquerque
    Ives Albuquerque em Quinta-feira 30 Junho 2011 14:50
    É vexatória a postura do CONAR, para dizer o mínimo. Quando o órgão acata um relatório com esse tipo de escrita falaciosa e cheio de sofismas, o que na realidade afirma é seu total desrespeito e desconsideração aos legítimos representantes da sociedade civil organizada. O CONAR grita aqui em alto e bom som que qualquer postura contrária aos interesses corporativos serão tratados com desprezo, deselegância e ironia.
  11. Calvin
    Calvin em Quinta-feira 30 Junho 2011 14:50
    Rebanho de fresco!
  12. Flavia
    Flavia em Quinta-feira 30 Junho 2011 15:36
    Absurda, irônica, parcial, grosseiro e com fraca base jurídica o parecer do CONAR sobre a questão do MCdolnads. Um órgão que desempenha um papel tão atuante no mercado de consumo, atuou de maneira, simplesmente, LAMENTÁVEL!!!!!!!!!!!!! INDIGNAÇÃO TOTAL!!!
  13. Silvia
    Silvia em Quinta-feira 30 Junho 2011 15:53
    Pois eu acho que a resposta do CONAR foi tão pobre simplesmente pelo fato de que não há como elaborar um parecer sério que mostre que o Instituto Alana está errado. Na falta de argumentos à altura, só restou ao conselho tentar ridicularizar um trabalho sério e que já tem grande impacto na sociedade. Parabéns ao Alana por um trabalho tão significativo e quem vem trazendo resultados tão palpáveis que fazem o setor temer pelo futuro.
  14. Victor Zacharias
    Victor Zacharias em Quinta-feira 30 Junho 2011 16:31
    Um parecer deste nível revela a arrogância que é pertinente aos que se acham poderosos, a quem pouco importa que o reclamação tenha argumentos técnicos ou não. Mais uma vez fica provado que Auto Regulamentação é tendenciosa e defende os interesses de empresários que passam por cima de qualquer coisa para obter lucro, como é pertinente ao sistema capitalista em que vivemos. Fica aqui o meu protesto e solidariedade. Postarei o texto no meu blog.
  15. Leonardo
    Leonardo em Quinta-feira 30 Junho 2011 17:40
    Não sei o porquê de tanto alarde. O CONAR apenas trouxe para o linguajar cotidiano o que todos gostariam de ter dito: que o Instituto Alana não tem noção de proporcionalidade sobre suas ações. Pode ser que tenha sido um pouco apelativo, mas seus comentários, que para mim soaram como um desabafo, apenas reportam a insatisfação com um instituto que insiste em criticar práticas que são inerentes à cultura brasileira. O ápice do parecer, na minha opinião, é a questão da influência do Alana sobre o educação dada aos filhos. É a pura verdade. O que o Alana quer não é alertar e sim se creditar de tais feitos, num contexto social onde o nível de 'obesidade infantil' é muito menor do que o de 'desnutrição'.
  16. Andrea R. Martins Corrêa
    Andrea R. Martins Corrêa em Quinta-feira 30 Junho 2011 17:55
    Sinceramente, se não formos hipócritas, isso já era esperado, infelizmente. Dessa maneira as coisas ficam mais fáceis, no sentido de que estão mais claras. É óbvio que a autorregulamentação nunca existiu... Regulamentar para vender sempre mais é regulamentar? Alguém acreditava?
  17. Rubens Shinkai
    Rubens Shinkai em Quinta-feira 30 Junho 2011 20:27
    Podemos ter posicionamentos ideológicos, opiniões controversas, concordar ou não com determinado assunto ou ato, mas não há como negar que um texto repleto de ironias e ultrajes para com assuntos sérios como a defesa de nossas crianças deixa muito claro que a instituição está contaminada por profissionais incompetentes e sem seriedade. Para esses profissionais eu mando um recado: Vocês são uma vergonha, deveriam desocupar seus cargos para que profissionais realmente capacitados e interessados possam ocupá-los. Não é com desrespeito que se trata a coisa pública, vocês deveriam ser os primeiros a saber disso.
  18. Jeverson
    Jeverson em Quinta-feira 30 Junho 2011 23:03
    Para mim o CONAR nunca foi sério.
  19. Eliane Araujo - Recife - PE
    Eliane Araujo - Recife - PE em Quinta-feira 30 Junho 2011 23:35
    A luta continua, a sociedade civil tem que ficar atenta à estas atitudes. Nosso trabalho é divulgar e esclarecer às mães sobre quem está no poder da regulamentação das propagandas que nossos filhos engolem todos os dias na TV. Vamos trabalhar nas nossas cidades, pois quando o coletivo quer...vence!
  20. SAGAZ
    SAGAZ em Sexta-feira 01 Julho 2011 00:57
    No texto normativo descrito no parágrafo 4º, artigo 220 da Constituição Federal, estabelece restrições à publicidade e à propaganda , mas confere ao Estado uma postura que não inviabiliza o exercício do direito fundamental de liberdade de expressão pelos particulares, bem como da livre iniciativa. Ao mesmo tempo, promove mecanismos de proteção à população dos malefícios que podem advir em razão do uso incorreto de produtos que possam causar dano a saúde. Ou seja, resta clara a mudança de visão do legislador em relação ao papel do Estado nas suas relações em relação aos particulares, consoante à orientação firmada com a promulgação da Constituição de 1988: confere-se ao Estado a possibilidade de tomada de providências que efetivem preceitos constitucionais relacionados à saúde da população, desde que observados os direitos e garantias individuais.
    Neste sentido a regulamentação RDC 24/10 para alimentos, foi embasada em legislação vigente no País, e, portanto é capaz de exigir propagandas , informativas, e que cumpre a necessidade de atuação do Estado para a proteção da saúde com a observância da impossibilidade de interferência na esfera de proteção dos direitos fundamentais.



    Por outro lado, não podemos esquecer que a Anvisa é uma Agência Reguladora, uma instituição do Estado com a função de realizar a regulação sanitária garantindo o equilíbrio entre as diversa forças que atuam neste setor. Como instituição de Estado, a Anvisa deve atuar dentro da legalidade e assim o faz.
  21. alexandre nativa
    alexandre nativa em Sexta-feira 01 Julho 2011 10:38
    temos aí a representação do ALANA e o parecer do CONAR? acredito no instituto, mas é importante ler as tais páginas, para melhor endossar essa matéria.
  22. Monica Diez
    Monica Diez em Sexta-feira 01 Julho 2011 11:17
    Afora os excelentes comentários técnicos já apresentados, fica a prática. Quem já não foi com uma criança menor de 6 anos ao MAC e não teve que engulir um MAC Lanche Feliz porque ao pequeno só lhe interessava o brinquedo? O CONAR é que está do lado da Bruxa.
  23. Fernanda Rodrigues
    Fernanda Rodrigues em Sexta-feira 01 Julho 2011 13:02
    "Em casos agudos de MAU COMPORTAMENTO, chame o Instituto Alana". Essas e todas as outras grosserias pra quê, Conar? Que falta de ética! Esse tom zombateiro de que o Conar fez uso foi um tiro no pé: atinge mais a ele do que ao Instituto Alana, pela postura que o Conar adotou -- ao invés de responder com seriedade e profissionalismo, desdenha, como um bando de adolescentes! O Conar, na pessoa do Sr. Ênio Basílio Rodrigues, que assina o dito parecer, tem todo o direito de discordar do Instituto Alana, mas o dever de tratar o caso com respeito. Respeito a seu oponente é algo bem mais nobre do que o escárnio com que o Conar decidiu se pronunciar. Vergonhoso! O deboche é a saída para a falta de argumento. Repudiável a atitude do Conar.
  24. Heidwaldo Antonio Seleghini
    Heidwaldo Antonio Seleghini em Sexta-feira 01 Julho 2011 15:03
    Há algum tempo fiz uma queixa ao Conar referente a propaganda da Renault que denegria o papel de "pai social" - padrasto. A resposta do Conar foi risível e debochada. A conclusão é que o Conar NÃO TEM ÉTICA, portanto qualquer pessoa séria ou órgão sério e ético NÃO pode aceitar o Conar como regulador do que quer seja. O Conar é um circo, onde nós somos os palhaços.
  25. Adriano Teixeira
    Adriano Teixeira em Sexta-feira 01 Julho 2011 21:50
    Prezados, vou colocar aqui meu comentário mesmo sabendo que devo apanhar muito, não me importo.Mas antes de me baterem, leiam até o final.
    A fala do CONAR foi tão inconveniente quanto a do Lula quando disse que a crise financeira de 2008 foi culpa dos banqueiros de “olhos azuis”, isso é preconceito e uma luta de classes que não ajuda em nada, pelo contrário, divide o país.
    Vamos do princípio,eu não desejo pra mim, nem para meus filhos um governo que me diga o que fazer ou deixar de fazer, dispenso esta tutela do Estado (nunca se sabe até onde ela pode ir, é melhor não arriscar).O Estado que tutela, que proíbe a livre expressão, este sim é um Estado totalitário.
    Quanto aos nossos filhos, o que está sendo feito para que eles não sejam prezas fáceis do consumo? Pedir proibição? Depois que conseguirmos, qual será o próximo passo? Continuar proibindo?
    Educar é a solução, temos que ensiná-los desde pequenos a se defenderem da publicidade. Se eles não aprenderem quando pequenos, serão presas fáceis quando adolescentes.
    Educar é função dos pais e da escola. Meus filhos assistem TV, menos que a média das outras crianças, mas assistem e pedem tudo o que lá aparece. O que faço?Eu lhes digo não, explico que peçam no aniversário ou outra data comemorativa.Digo ainda que eles não precisam ter tudo o que aparece na propaganda, e que terão que escolher quando for o momento. Pronto, está resolvido sem nenhum stress, fa-ci-nho. Claro que isso foi depois de muita conversa, inclusive sob muito protesto.
    OK, mas como fica a escola onde as crianças aparecem com brinquedos sofisticados e diferentes, levam de casa todo o tipo de lanche, mostram os brindes do Mc Donalds, etc ?
    Chamei a direção da escola e propus um trabalho de educação financeira e consumo para os alunos do 1º. ano fundamental até o 3º. colegial. Os pais também poderão participar de palestras sobre finanças pessoais a fim de fazer a família conversar sobre consumo e limites.Também vamos criar um banco da escola, onde latas de alumínio, garrafas pet, pilhas e óleo de cozinha usado, serão trocados por uma moeda interna que poderá ser usada para comprar lanche na cantina da escola e uniforme, e ter desconto na matrícula.

    Este programa será implantado a partir de agosto, no retorno das férias. Quantas outras se interessaram pelo programa ? Nenhuma, por que representa custo e os pais não se interessam em pressionar a direção. Acertadamente, a culpa volta para os pais.

    Esta é a mobilização que tem que ser feita. Temos que ensinar nossos filhos a escolher, a separar o bom do ruim, a ter limites, ou seja, temos que ensiná-los a pensar e não se submeterem à tutela do Estado, senão em breve, estaremos totalmente à mercê do governo esperando que ele sempre faça a NOSSA parte.

    Não quero usar este espaço como propaganda, mas quem se interessar pelo programa pode me contatar, isso se o instituto ALANA julgar conveniente fazer esta ponte, pois esse espaço lhes pertence.
  26. Carlos Henrique Fonseca
    Carlos Henrique Fonseca em Sábado 02 Julho 2011 22:56
    É um ABSURDO ! Estou muito indignado ! Sou pai de um menino de 7 anos obeso morbido e sofremos muito com essa doença ! Meu filho sofre bulling na escola por estar acima do peso. Procurei a direção e estamos atuando ! Sugiro que levemos isso ao Ministério Público Federal. Qual é o caminho que teremos que seguir.
  27. Vilson Vieira Jr.
    Vilson Vieira Jr. em Domingo 03 Julho 2011 00:17
    Casos como esse revelam a extrema urgência de sociedade organizada e Congresso Nacional discutirem e implementarem uma legislação que regulamente a publicidade. A sociedade, em especial as crianças, carecem de proteção contra os abusos cometidos pela publicidade, especialmente as de medicamentos, cerveja e de alimentos não-saudáveis.
  28. Luis Dal Colleto
    Luis Dal Colleto em Domingo 03 Julho 2011 12:13
    A propósito do comentário do garoto Adriano Teixeira, devo lembrar os leitores que a sociedade só está sob a tutela do Estado por ser ainda muito jovem e inexperiente. Daí a razão de regulamentações, etc. Com a maturidade de nossa sociedade (pela qual eu rezo diariamente) virá o dicernimento e a percepção de que outras sociedades (inclusive falidas) já passaram por situações como esta de "empanturrar crianças" exclusivamente visando o lucro e, sob a óticas de alguns, a inclusão social de crianças (por serem mais vulneráveis a tais apelos). O CONAR realmente nasceu lá nos tempos de uniformes militares e tende até hoje a olhar para o próprio umbigo. Mas que é necessario haver algum controle sob instituições de consumo de massa eu não tenho dúvidas. Seria o momento de esquecer-me de orientão cristã e deixar que os "baixinhos" explodissem de tanto comer os ....-Macs mas no final teríamos que pagar a fatura com super-lotação de hospitais, pensões por incapacidade de trabalho, etc. etc. Assim sendo, fica meu apoio ao ALANA.
  29. DRN
    DRN em Segunda-feira 04 Julho 2011 12:49
    O Estado tem coisas muito mais importantes para se preocupar. Deixem que os pais decidam o que seus filhos vão ou não vão comer.
  30. Cláudio
    Cláudio em Segunda-feira 04 Julho 2011 13:12
    Sempre que posso acompanho o trabalho do Instituto Alana que me ajudou muito a esclarecer dúvidas e, principalmente, ampliar minha visão de mundo sobre o sistema do capital e suas armadilhas e falácias. Cabe pensarmos: a quem interessa servir de fato a CONAR. Numa era de capital-especulativo e cinismo nos cabe questionar sempre esses órgãos. O trabalho do Instituo Alana é sério e vem no viés anticonsumismo e pró-geração nova de crianças. Se eu continuar a escrever vai ficar longo ninguém vai ler. Lembra de uma frase usada/divulgada pelo CONAR no início de 1990?: "Propaganda enganosa é crime. Denuncie". Pergunto: e quem reforça e defende as propagandas enganosas é o que???
  31. Andréa Costa
    Andréa Costa em Segunda-feira 04 Julho 2011 13:13
    Creio que o conselheiro confunde gordura com nutrição... E olha que nem precisa pesquisa científica para comprovar isso... Assistir ao documentário Supersize-me - A Dieta do Palhaço já é o suficiente...
    O descaso e ironia com que o assunto é tratado pelo conselheiro já mostra o nível do seu conhecimento sobre o assunto. Melhor seria estudar antes ou encaminhar para outro colega mais capacitado dar o parecer... É muito triste ver alguém arrotar sua ignorância como se sabedoria fosse...
  32. Gabriele
    Gabriele em Segunda-feira 04 Julho 2011 13:27
    Estou também indignada com essa palhaçada que mostrou ser o CONAR. O Instituto Alana é uma instituição séria que promove discussões e ações importantes para a sociedade brasileira. A questão nem é se ele estava ou não com a razão nesse caso, mas o pior de tudo é a falta de ética demonstrada pelo CONAR, ao fazer piadinhas de mal-gosto contra uma instituição que tem objetivos nobres. Ah, e esse papo de "existem coisas mais importantes para se preocupar mimimimi" não rola: primeiro porque a questão do desenvolvimento infantil é SIM muito importante (e se você não consegue ver a relação que existe entre as causas que a Alana trabalha e as questões do desenvolvimento biopsicossocial do ser humano, só posso recomendar que estude mais um pouco); segundo porque mesmo existindo outras questões sérias na nossa sociedade para serem debatidas e melhoradas, quem foi que disse que devemos nos atentar a uma coisa de cada vez? O Brasil é um país com múltiplas necessidades sim, e precisa dar atenção a todas elas. Quem vem com esse discurso de "ah, a causa Y não é tão importante quando a causa X" (o x pode ser substituído por qualquer coisa: direitos dos animais, aposentadoria, violência contra mulher, preconceito, homofobia, ambientalismo, etc, etc) precisa rever seus conceitos. A sociedade é muito ampla e pode tratar de muitas coisas ao mesmo tempo.
  33. fernanda salles
    fernanda salles em Segunda-feira 04 Julho 2011 13:45
    O parecer do Conar leva o cidadão a questionar: qual a função desse órgão? Fica a nítida impressão de que é o corporativismo, a defesa da propaganda a qualquer custo. E a sensação de que sendo raposa, não deveria ter tanto poder para cuidar de qualquer galinheiro.
  34. Danielle Prandini Gazabini
    Danielle Prandini Gazabini em Segunda-feira 04 Julho 2011 13:50
    A questão que me causa extremo repúdio é a falta de ética.
    Equivocou-se o Sr., acreditando que poderia imprimir suas fantasiosas "concepções" em documento oficial representando um órgão.
    Talvez tenhamos, no interior deste Sr., uma "criança" reprimida...aprisionada na masmorra de sua ignorância.
  35. Marcelo Petter de Vargas
    Marcelo Petter de Vargas em Segunda-feira 04 Julho 2011 13:58
    Em tempo, um acróstico que sintetiza a polêmica:

    C - caricato
    O - obtuso
    N - negligente
    A - astuto
    R - ridículo
  36. Lucia A.S.Viviani- Inst.Terra Vida de Integr.Soc.
    Lucia A.S.Viviani- Inst.Terra Vida de Integr.Soc. em Segunda-feira 04 Julho 2011 13:59
    É desolador perceber que a visão dos lucros ainda deixa, malignamente cega, as consciências de quem assumiu responsabilidades, na formação da cultura, valores e desenvolvimento da nossa sociedade. Iludir crianças e auxiliá-las a pressionar pais desamparados, diante de uma enorme estrutura publicitária é no mínimo, vergonhoso. Pessoal, vamos ser justos e principalmente honestos. Pouco se perde em comparação ao que se ganha! Decência e credibilidade!
  37. Erica Lorenz
    Erica Lorenz em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:10
    Parecer bestial. O Conar demonstrou claramente ser ele próprio uma propaganda abusiva.
  38. Jeverson
    Jeverson em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:12
    Outra coisa...

    Se o CONAR chegou ao ponto de se descontrolar desta maneira, é porque o Instituto Alana deve estar incomodando muuuuuuito. =) Continuem assim, está dando resultado!
  39. IVANA BONESI RODRIGUES LELLIS
    IVANA BONESI RODRIGUES LELLIS em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:27
    Criança não tem capacidade civil para celebrar contratos de compra e venda de produtos e serviços. Me parece óbvio que, diante dessa incapacidade legal, não poderia ser alvo da publicidade, afinal, qual o sentido de vender o meu produto para quem não pode decidir acerca da sua compra?

    Isso, obviamente, sem considerar a especial vulnerabilidade e incapacidade da criança para o exercício de um consciente juízo de valor.

    Como é possível concebermos que os fornecedores voltem o seu poderoso discurso de convencimento a esse público indefeso? A essência dessa mensagem publicitária está maculada por um vício insanável.

    É evidente que cabe aos pais a escolha sobre o que os filhos devem ou não consumir. Interferir nessa relação familiar, como fazem os fornecedores, sob a vergonhosa proteção e chacela do CONAR, é antiético, imoral e porque não se dizer, criminoso.

    A lavagem cerebral perpetrada por anos de publicidade abusiva e antiética colocou uma venda nos olhos da sociedade, que parece incapaz de perceber o quão errada está a atual prática da propaganda voltada ao público infanto-juvenil.

    Confesso que me envergonha pertencer a uma organização social na qual indivíduos absolutamente ignorantes e despreparados têm o poder de decidir acerca de questões de tamanho relevo. Pior é perceber que algumas pessoas ainda não conseguem enxergar aonde está o erro.


  40. Tonia Van Acker
    Tonia Van Acker em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:31
    Os autores do parecer do CONAR parecem estar desatualizados em termos de nutrição. Uma epidemia surge no Brasil e o Sistema Único de Saúde não está preparado para atender todas as suas vítimas. O sobrepeso e a obesidade, somados, já atingem cerca de 60% da população adulta brasileira. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 48,1% dos adultos estão acima do peso e 15% são obesos. Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2010, para a qual foram entrevistadas 54.339 pessoas em todas as capitais do país. Desde 2006, quando a Vigitel começou a ser realizada anualmente, os números vêm crescendo. Há cinco anos, 42,7% da população estava com excesso de peso e 11,4%, com obesidade. Em 1975, apenas 2,8% dos homens e 7,8% das mulheres eram obesos, segundo o Estudo Nacional de Despesa Familiar (Endef) realizado naquele ano.
  41. Marcia Oliveira
    Marcia Oliveira em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:35
    É um absurdo o CONAR emitir um parecer desses. Certamente ele não está preocupado com as crianças e sim com os interesses das empresas e o mercado milionário da propaganda. Tenho 4 sobrinhos e já ouvi deles que toda vez que comem o MacLanche Feliz é porque querem o brinquedo e não o lanche. Basta perguntar às crianças. Será que eles sabem que crianças também são cidadãos e precisam ser ouvidos e protegidos desses abusos? Além é claro do traço de racismo. Será que eles sabem que a desnutrição não é exclusividade de “nossos meninos moreninhos” e que mesmo que eles comam muitos MacLanches Felizes o problema de desnutrição não vai resolver e provavelmente “os meninos moreninhos” passaram a ser obesos e com problema de pressão arterial e colesterol.
  42. Rosana Corazza
    Rosana Corazza em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:38
    Boa tarde!

    Do ponto de vista "privado", aos pais compete a educação e o exemplo. Sabemos que filhos de pais que não comem salada, bem - não comem salada, tampouco! Mas o aumento da prevalência da obesidade infantil é questão gravíssima de saúde pública (OMS).

    No Brasil, observamos a mudança nos padrões de consumo de alimentos, com ingestão crescente de biscoitos e refrigerantes mesmo entre as famílias mais desfavorecidas -as mesmas que consomem muito poucas frutas e verduras (POF-IBGE).

    Os filhos das novas classes médias (fruto de um Brasil mais justo que retoma seu crescimento ainda em meio à recessão mundial) estão, enfim!, podendo consumir chocolates, iogurtes, refrigerantes...

    Não, eu não lamento esse "avanço", de forma alguma. Mas, há muitos estudos que apontam que no Brasil a obesidade infantil ameaça tornar-se um grande problema de saúde pública (como em especial já se tornou em grande parte do mundo desenvolvido) e, aparentemente paradoxalmente, começa a co-habitar com a subnutrição!!!

    Um artigo recente que li na Public Health Nutrition apresenta evidências científicas sobre o aumento da prevalência da obesidade infantil - bem como de outros problemas associados como as manifestações ultra precoces do diabetes e da hipertensão em idades tão tenras como os 5 anos, associadas ao consumo de alimentos com altos teores de gordura, açúcar e sódio (a linguagem científica para esses alimentos é 'non-core food', em oposição a 'core food', expressão usada para fazer referência a alimentos saudáveis).

    Também há evidências crescentes sobre o "desequilíbrio" da exposição infantil, principalmente nos horários de "pico" de audiência dos programas infantil, à publicidade desses "alimentos" quando comparada à publicidade (quase inexistente) voltada à 'core food'.

    Voltemos à questão "privada". Como exigir que os pais dessas crianças, principalmente como exigir de mães trabalhadoras, com escassa educação, com parca informação com relação aos "cânones de uma alimentação saudável", elas próprias muitas vezes mal nutridas, como exigir dessas mães, que devem passar poucas horas de seus dias com seus pequenos, orgulhosas que devem estar em poder oferecer aos filhos um saco de batatas fritas, que " contradigam" a sabedoria da telinha: que a tal batatinha, o refrigerante, o biscoito ... tudo isso é delicioso, é divertido, e torna a pequena criaturazinha parte do mundo de seu personagem preferido, que a eleva à "altura" de seu coleguinha mais rico, que a faz participar daquele mundo encantado...?

    Aos publicitários (tenho vários queridos amigos publicitários), tenho dito: deixemos de lado a "culpabilização" de categorias profissionais e reconheçamos que nossa vida social se tornou por demais complexa para que nos desobriguemos de ser, além de bons profissionais, "cidadãos". Investida deste papel "cidadão", temos a nosso lado a "fada Alana"!

    Grande abraço,
    Rosana Corazza (Facamp e Unicamp)
  43. Luis Coutinho
    Luis Coutinho em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:44
    Como publicitário, fico perplexo com o parecer debochado emitido pelo Conar nesse caso. Como o Jeverson comentou acima, o Instituto Alan está incomodando. Continuem com o belo trabalho.
  44.  Eliara Santana
    Eliara Santana em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:48
    Como mãe e cidadã, gostaria de manifestar o mais veemente repúdio a essa manifestação do Conar. Ela é absurdamente desrespeitosa e mostra a completa ignorância desse órgão em relação ao universo infantil. A propaganda induz, sim, as crianças ao consumo. Induz os adultos também, mas as crianças são seres em formação e precisam ser devidamente orientadas, e não induzidas a um comportamento de risco.
    Torço freneticamente para que essa proibição seja adotada no Brasil, a exemplo de outros países que respeitam a criança e a enxergam não apenas como consumidora.
    E parabenizo o Instituto Alana por seu belíssimo trabalho.
  45. Geise Magalhães
    Geise Magalhães em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:52
    Um absurdo tais críticas.O consumo de alimentos gordurosos estão em alta,do mesmo modo a obesidade infantil,e muitas vezes influenciados por propaganda que bombardeiam nossas crianças,e nós como mães ficamos incompreendidas quando dizemos NÃO a essas situações. CONAR precisa acordar para a nossa realidade.
  46. Taddei
    Taddei em Segunda-feira 04 Julho 2011 14:57
    Parabéns à Bruxa Alana, está bem acompanhada da Bruxa Ala Alwan da Organização Mundial da Saúde (vejam texto abaixo).

    Está também bem acompanhada por outros bruxos e bruxas como são os nossos decanos da saúde pública, professores Malaquias, Carlos e Cezar.

    É evidente que a “falta de compreensão” das evidências não está relacionada com o efeito deletério do marketing na saúde e nutrição das crianças e adolescentes.

    Criam-se os argumentos contrários em nome dos interesses comerciais das empresas de alimentos e de propaganda que remuneram e mantém o CONAR.

    O que mais assusta é que os poderes executivo, legislativo e judiciário da federação estão se associando a esses interesses quando não acolhem/aprovam/regulamentam iniciativa da sociedade civil devidamente organizada, na ordem democrática, para instituir mecanismos reais de regulamentação da propaganda dirigida a crianças e adolescentes.

    Da minha parte só quero agradecer à Alana e à Isabella e equipe por manterem vivo o debate ao longo desses últimos cinco anos.

    ---
    The marketing of foods and non‐alcoholic beverages with a high content of fat, sugar or salt reaches children throughout the world. Efforts must be made to ensure that children everywhere are protected against the impact of such marketing and given the opportunity to grow and develop in an enabling food environment — one that fosters and encourages healthy dietary choices and promotes the maintenance of healthy weight.

    Dr Ala Alwan, Assistant Director General,
    World Health Organization
  47. Eider Dantas do Ó
    Eider Dantas do Ó em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:03
    Estudos sérios comprovam o quão pernicioso é o direcionamento da publicidade à crianças menores de 12 anos. Kapferer (1985) nos diz que, nos primeiros anos da criança, as aprendizagens são muito intensas e a publicidade desempenha um papel muito semelhante aos das histórias que os pais contam aos filhos todas as noites antes de adormecerem. Você realmente confiaria às empresas de publicidade e a seu orgão auto-regulamentador Conar, que funciona mais como órgão de classe, a tarefa de contar histórias aos seus filhos? Eu não, mas mesmo assim eles insistem em permanecer contando.
  48. Ana Paula
    Ana Paula em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:04
    A única coisa boa desse parecer é mostrar para todo o País como (não)funciona a auto-regulação da publicidade: só defendendo interesses privados e na contra-mão de todos os esforços em saúde pública para prenveção e controle da obesidade! Espero que esse exemplo seja um incentivo para que não só o Alana, mas tb a sociedade como um todo continue se posicionando e cobrando das autoridades uma postura crítica quanto a publicidade de alimentos no Brasil!
  49. Ana Basaglia
    Ana Basaglia em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:07
    Fiquei chocada com o teor insípido, fraco e ofensivo do parecer do Conar. Evidentemente, o Conar não precisa concordar com os argumentos do Instituto Alana (deveria, se fosse sério e cumpridor de sua função social), mas emitir essa resposta parece coisa de incompetente que já não sabe mais como argumentar... Lamentável!
    Fica evidente que o Conar, com esse parecer desrespeitoso, presta um desserviço à toda sociedade, inclusive indo contra seu próprio código, a saber:

    ANEXO "H" - Alimentos, Refrigerantes, Sucos e Bebidas Assemelhadas
    1. Disposições Gerais - Além de atender aos preceitos gerais deste Código, os anúncios de produtos submetidos a este Anexo deverão:
    (...)
    2. Quando o produto for destinado à criança, sua publicidade deverá, ainda, abster-se de qualquer estímulo imperativo de compra ou consumo, especialmente se apresentado por autoridade familiar, escolar, médica, esportiva, cultural ou pública, bem como por personagens que os interpretem, salvo em campanhas educativas, de cunho institucional, que promovam hábitos alimentares saudáveis.
    (...)
    5. Na publicidade dos produtos submetidos a este Anexo adotar-se-á interpretação a mais restritiva quando:
    (...)
    b. o produto for destinado ao consumo por crianças.

    Eu sou profissional da área e mãe de 3 filhos. Como cidadã e como profissional, dou todo meu apoio ao Instituto Alana e todo meu repúdio ao Conar. Respeito é bom e toda a sociedade merece!
  50. Ludmila Viegas
    Ludmila Viegas em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:11
    Ridículo o parecer do CONAR. Tenho vergonha deste órgão.
  51. Heloisa V. Granzotto
    Heloisa V. Granzotto em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:14
    Ana Lucia e equipe,
    Tambem fiquei chocada com a resposta do Conar, suposto orgao regulador (sic!). Falta seriedade e comprometimento p/um futuro melhor!
    A luta continua!
  52. CLAUDIO FELIPE ALEXANDRE MAGIOLI NÚÑEZ
    CLAUDIO FELIPE ALEXANDRE MAGIOLI NÚÑEZ em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:16
    É lamentável este parecer do CONAR. Precisei ler e reler para realmente acreditar que alguém pôde escrever algo desta natureza. Não queria acreditar que uma organização que pretende ser o guardião da ética, escrevesse tantos chavões e fórmulas vazias. Parece-me que a publicidade fez uma lavagem cerebral no CONAR, pois o parecer está repleto de bordões preconceituosos, como slogans bombardeios... Destes que atacam nossos filhos diariamente. O parecer é um desfile de opiniões preconceituosas. Se o CONAR não considera pertinente a opinião de um requerente, deve se ater apenas a fazer a análise técnica da matéria. Ser ético é ter respeito pela opinião alheia, mesmo que não se concorde. O parecerista foi totalmente antiético no seu proceder. Espero que o ALANA dê o máximo de publicidade a este caso, para que todos saibam o nível de "seriedade" do trabalho do CONAR. Todos devem tirar as suas próprias conclusões.
  53. Natália Botelho
    Natália Botelho em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:25
    Vergonhoso! Brincar com o trabalho sério do Alana é lamentável.
  54. João Otávio Veiga Rodrigues
    João Otávio Veiga Rodrigues em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:32
    Lamentável a situação de descompromissos de nossas autoridades com a ética e as políticas públicas (criadas para Inglês ver...)! É um despreparo sem adjetivo adequado para enquadrá-lo. Mas, isso é compreensível, afinal o governo atual é o governo dos descompromissados! Vejam os jornais!
  55. andré trigueiro
    andré trigueiro em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:36
    O Instituto Alana realiza um trabalho sério, de credibilidade e bem fundamentado. Merece respeito. Eu considero o trabalho realizado pelo Instituto Alana extremamente importante na definição de novos parâmetros éticos que norteiem a publicidade infantil.
  56. CONCEIÇÃO BAÍA
    CONCEIÇÃO BAÍA em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:39
    O CONAR mostra a sua CARA, É inacreditável, a quem podemos recorrer, valha-nos quem? Se o órgão que deveria prestar um bom serviço à sociedade presta um des-serviço à toda sociedade, indo contra seus próprios príncipios, o que nos resta fazer? Sorte a nossa que existe o Instituto Alana, vida longa ALANA!!!
  57. Regina Machado Steurer
    Regina Machado Steurer em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:45
    É lamentável.
    Mas confiamos no Instituto Alana e nele depositamos esperanças nessa luta pela saúde mental e física das novas gerações do nosso país.
    Essa atitude desesperadora do CONAR mostra que a batalha está sendo vencida pelo Alana.
    Parabéns!
  58. Orlando
    Orlando em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:53
    Não podemos deixar para os outros a tarefa de educar nossos filhos. Nunca precisei "satanizar" o lanche do Mc Donalds para meu filho, mas acostumei-o a outros tipos de comida. Sim, ele gosta dos brindes do Mc Donalds, mas quem acaba comendo o lanche sou eu, não porque ele é proibido, simplesmente porque não liga para o lanche. Agora que ele está maior, até come o lanche sim, mas não o do kit infantil e na verdade raramente ele me pede diretamente para ir ao referido restaurante... Conheço amiguinhos que os pais tomaram uma atitude mais radical de simplesmente proibir ou dizer que é "porcaria" e isso só provocou o efeito contrário nas crianças... Equilíbrio é a palavra fundamental neste caso...
  59. Gledson Shiva
    Gledson Shiva em Segunda-feira 04 Julho 2011 15:59
    E ainda tem gente que acha que auto-regulação é algo que tem alguma validade.
  60. Daniela Faria
    Daniela Faria em Segunda-feira 04 Julho 2011 16:05
    Mais essa agora? Nunca deu para levar o CONAR a sério... até porque, a tal autoregulamentação sempre foi uma piada de *péssimo* gosto.
  61. Karina Bozola Grou
    Karina Bozola Grou em Segunda-feira 04 Julho 2011 16:16
    Nunca acreditei muito no Conar, mas fiquei chocada com a decisão.

    De fato, esta instância deve ser esvaziada...
  62. Anali de Lima
    Anali de Lima em Segunda-feira 04 Julho 2011 16:20
    Pois é. Também sou contra essa história de regulamentar, inventar leis, criar normas, sobretudo para algo que deveria ser resolvido como o colega sugeriu: diálogo, educação e estender o entendimento para escola/pais. Em minha casa, resolvo assim.
    Mas estamos falando de uma sociedade ampla, onde há gente que a única diversão é assistir TV. Crianças que passam horas diante da televisão, que o dinheiro que a família ganha mal dá para o alimento. E, cujos pais sofrem por não poder atender aos pedidos dos pequenos. Vamos refletir e sem disputas partidárias ou ideológicas, propor uma forma de tornar o mundo melhor!
  63. Francisco de Assis Santos
    Francisco de Assis Santos em Segunda-feira 04 Julho 2011 16:26
    Infelizmente o relator do CONAR, além de se mostrar ignorante sobre o que é “ética”, faz considerações de quem não enxerga o problema do consumismo em si. O seu viés sempre será favorável a pseudo-liberdade da publicidade e a quem ela efetivamente está a serviço. Nenhum consumo infantil deveria ser incentivado, por melhor e mais politicamente correto que o produto seja. Consumo é coisa dos animais adultos.
  64. Matheus (Teca) Lustosa Costa
    Matheus (Teca) Lustosa Costa em Segunda-feira 04 Julho 2011 16:54
    Lamentável que um orgão que serviria para regulamenta propaganda, demostre tanta falta de conhecimento quando desrespeita uma instituição seria como o instituto Alana, quem e este senhor que nem de nutrição básica não conhece será que ele não lê jornais não sabe que a gordura deste fast food está muito acima da ideal ele deseja que tenhamos um colapso filas enormes para diminuir estomago enfarto cada vez mais cedo, problemas de diabetes, pressão arterial e tanto outros, quando vejo um fato de tamanha ingnorancia fica pasma e nos dá a sensação de estamos sozinhos com poucas instituições que levam a serio o trabalho como instituto Alana será que ele não vê que devido estas propagandas abusivas que tantas coisas acontecem crianças que querem consumir consumir consumir, sem enxergar mais limites atropelando todos e tudo em alguns casos e o consumo está até mesmo ligado a agressividade, pais trocando momentos com filhos pelos presentes estamos mudando nossa sociedade. Hoje e o que mais vemos por parte daqueles que tem o poder nada conhece de crianças, de pessos só pensam em ganhar o seu atropelando tudo.
  65. Aurora Ito
    Aurora Ito em Segunda-feira 04 Julho 2011 17:01
    Um comentário desses feito por um importante órgão do governo é,realmente lamentável, mais do que isso, é triste, esse é o NOSSO PAIS. Quem colocou esse CONSELHEIRO lá? Isto sinaliza que os servidores não são selecionados por competencia, mas por qualquer outro motivo,oplítico com certeza.
  66. Letícia Figueiró Anami
    Letícia Figueiró Anami em Segunda-feira 04 Julho 2011 17:04
    Que absurdo!! Estou impressionada com a falta de ética do conar!! As crianças realmente precisam de alguém que possa defendê-las de organizações como esta, que têm uma visào distorcida da infância, uma falta de informação horrorosa a respeito da realidade brasileira e que acreditam que o consumismo é a solução para a relação entre pais e filhos.
  67. Andrea Lazzarini Salazar
    Andrea Lazzarini Salazar em Segunda-feira 04 Julho 2011 17:05
    Li o parecer e estou estarrecida. Como a Karina não acredito muito no Conar, mas esta decisão unânime embasada naquele parecer é indecente.

    Não sei que encaminhamentos a Alana está pensando em dar, mas fiquei tão indignada que queria dar sugestões para contribuir. Acho que vale uma carta de repúdio às colocações do Conar , mostrando com os dados da OMS, etc, etc o objetivo da Alana em tentar limitar este tipo de publicidade. Esta carta poderia circular para que várias instituições (ONGs, sociedades médicas, Conselho de Medicina e quem sabe algumas públicas...), além de juristas e outros estudiosos de outras áreas pertinentes.

    Paralelamente, um belo artigo sobre obesidade infantil para FSP (se possível), OESP ou Globo, em que se expõe o entendimento do Conar, transcrevendo alguns trechos.
  68. angela dias
    angela dias em Segunda-feira 04 Julho 2011 17:09
    Primeiro um forte abraço a todos do ALANA pela resistencia e trabalho de formiguinhas... confio em vcs. e animo!! Que continuem seus esforços contando conosco os indignados que amam e respeitam crianças e bons valores humanos !! Ao Conar resta desdém e pena pois assim como seus membros corrompidos e apodrecidos e os publicitários e anunciantes do mesmo porte... sofrerão em suas casas com seus filhos e netos a desgraça da doença fisica e moral; na qual estão investindo no banco da ação e reação inescrupulosa e irresponsável com seus atos campanhas e palavras nefastas !!! ANIMO ALANA !! FORÇA ALANA !! VAMOS SALVAR VIDAS DE CRIANÇAS !! MENTE E CORPO SANO SOCIEDADE MELHOR JÁ !! abraços !!
  69. Anelise Rizzolo de O. Pinheiro
    Anelise Rizzolo de O. Pinheiro em Segunda-feira 04 Julho 2011 18:36
    Acho que o CONAR passou dos limites de civilidade. Sinceramente perdeu a legitimidade para o diálogo com a ALANA e as entidades sérias que trazem argumentos coerentes, claros e consistentes para o debate.
    Não o reconheço mais como um interlocutor do setor! Caso contrário estarei forçada a pensar que todos os publictários deste país se sentem representados por uma entidade que dita suas próprias regras e não as pactua com ninguém - a não ser os interesses do mercado!
    Acho que a Associação Nacional das Agências de Publicidade deveria se manifestar. O que pensam eles??? Alguem sabe?
    É um absurdo o deboche ao zelo e defesa da saúde e bem estar da população infantil que o CONAR faz!
  70. Pedro Borelli
    Pedro Borelli em Segunda-feira 04 Julho 2011 18:37
    2 pesos, 2 medidas. Fosse ALANA um Pão de açúcar, duvido que o babaca do relator se permitiria um texto fanfarrão desses. Pena.
  71. Reinaldo
    Reinaldo em Segunda-feira 04 Julho 2011 19:01
    Sou Professor, Pai, Pastor e Candidato ao Conselho Tutelar em São Paulo, digo com toda propriedade que o CONAR deveria ser chamado de "CONAN", por tamanha barbaridade...
  72. Maria Chantal Amarante
    Maria Chantal Amarante em Segunda-feira 04 Julho 2011 19:43
    Às vezes acho que meus filhos deveriam se sentir como se vivessem na Terra do NÃO. Tantas vezes quando estava andando pela rua, tinha que dizer constantemente um Não: “você não pode ter mais doces" e “você não pode comer batatas fritas, pacotinhos com tudo artificial" e “você não pode tomar refrigerante agora antes do jantar”.
    Eu não falo assim em casa porque não tenho balas, batatas fritas, refrigerantes, etc. Um amigo me perguntou por que eu sou tão vigilante sobre a alimentação dos meus entes queridos. Eu respondi que eu sinto que tenho de protegê-los constantemente dos bombardeios das propagandas apelativas! Faço deliciosos pães e biscoitos caseiros e todos adoram!
    Eu li artigos do “Institute of Medicine (IOM –USA)”, uma agência financiada pelo governo americano. Em um dos relatórios concluiu que a propaganda e comercialização de alimentos para crianças estão diretamente ligadas às taxas crescentes de obesidade e sobrepeso. O ganho de peso está diretamente ligado às preferências alimentares, estimuladas pela propaganda indevida.
    O relatório contém algumas estatísticas assustadoras: pelo menos 30% das calorias na dieta das crianças derivam de doces, refrigerantes, salgadinhos e “fast food”. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, até bebês consomem bastante refrigerantes. Pediatras americanos dizem que crianças com sobrepeso consomem 1200-2000 calorias por dia, com refrigerantes.
    A cada ano empresas americanas lançam novos alimentos no mercado e metade deles são doces, goma de mascar, salgadinhos e refrigerantes.
    Artigos no “The New England Journal of Medicine”: Propaganda influencia fortemente as preferências alimentares das crianças. O pior propósito da propaganda é convencer as crianças a comerem alimentos que são feitos especialmente para eles, como “seres especiais”! Algumas campanhas visam convencer as crianças de que sabem mais do que seus pais, sobre o que é bom para elas.
    Comerciais tentam minar decisões familiares nas escolhas do que é bom para as crianças. Temos que retomar o poder de decisão em nossas casas. Devemos fazer isso pelos nossos filhos!
  73. simone
    simone em Segunda-feira 04 Julho 2011 20:30
    Em meio a tantos escândalos de propinas e mensalões desse nosso país, esse parecer do Conar nos deixa "com a pulga atrás da orelha"...
  74. Paulo Borges
    Paulo Borges em Segunda-feira 04 Julho 2011 21:58
    O Conar está com os dias contados,desde que comecei a estudar publicidade percebi que o tal ´rgão é formado por pessoas que não representam com seriedade a classe publicitária. Mais do que defender seus interesses o CONAR está sendo desprestigiado ao defender as agências que trabalham para a banda inescrupulosa das cadeias de alimentos, bebidas e cigarros que até hoje não engoliram a proibição dos gordos anúncios. A ANVISA ESTÁ REGULAMENTANDO NAS barbas de um CONAR que a cada dia se percebe menos influente, mais corporativista e interessado somente nas gordas comissões. O Livro que o presidente do CONAR defende a propaganda de bebidas é lamentável e dizer que é um direito a informação e que até os cigarros deviam anunciar é de uma maliciosa inverdade porque sabemos que a publicidade não informa ela persuade e persuadir não é nada mais que induzir as pessoas ao consumo. Lamentável, espero sinceramente que o CONAR seja substituido por um orgão decente e imparcial.
  75. pedro
    pedro em Segunda-feira 04 Julho 2011 22:38
    O CONAR, apesar do modo irônico, disse uma verdade.

    Ao invés dessa luta, o IA deveria ir onde realmente está o problema brasileiro, que é desigualdade social.

    Nesse caso, ninguém quer lutar.

    Já ficou provado, mais de uma vez, que o IA é elitista. Por quê? No anuncio de uma vaga de estágio em Direito, o aviso dizia (em caixa alta, deixando claro que não é para qualquer um) que os candidatos deveriam estudar OBRIGATORIAMENTE em PUC, USP ou MACKENZIE.

    Num simples anuncio de vaga de estágio, tal empresa dá uma enorme pista sobre seu funcionamento, a meu ver, de total incoerência, quando privilegia certas instituições de ensino e, por isso, não leva em conta a História da Educação no país.
  76. Taís Vinha
    Taís Vinha em Segunda-feira 04 Julho 2011 23:21
    Parabenizo o Conar por ter mostrado os dentes e mostrar que a auto-regulamentação que o mercado publicitário tanto defende é, na verdade, uma forma de evitar um controle maior da sociedade. Ser contra o Alana é um direito civil. Ironizar, da forma como fez, um órgão que apresentou uma denúncia é agir como criança mimada e birrenta. E crianças não podem se auto-regular. Aqui não estamos discutindo o Alana. Estamos discutindo o Conar. E sua insatisfatória atuação como orgão que pretende ser o regulador de uma categoria com tamanha visibilidade e impacto na nossa sociedade. É um formato falho. E está mais do que na hora de ser substituído.
  77. José Geraldo de Faria
    José Geraldo de Faria em Terça-feira 05 Julho 2011 08:54
    CONAR - Conselho Nacional de Antas Regulamentadoras...
  78. Eduardo Rumenig
    Eduardo Rumenig em Terça-feira 05 Julho 2011 09:01
    Parecer lamentável da CONAR, visto que novamente favorece o interesse da iniciativa privada em detrimento do interesse público.
    Além disso, esse parecer é, no mínimo absurdo, pois pretende erradicar a desnutrição com alimentos ricos em lipídios e CHO de alto índice glicêmico; é isso que entendi?
    Efetivamente crianças não deveriam ser submetidas a publicidade e os pais deveriam ser informados dos riscos relacionados ao consumo de alimentos hipercalóricos, como refrigerantes, fast foods, biscoitos e salgadinhos.
    Autorregulamentação para instituições que possuem como finalidade o lucro nunca levarão em consideração a integridade do consumidor.
  79. Maria Amélia Barcellos Braga
    Maria Amélia Barcellos Braga em Terça-feira 05 Julho 2011 09:34
    Que absurdo! Que leviandade!
    Como pode o Conar ignorar a problemática do consumismo infantil e risco de obesidade?!
  80. Maria José Souza Batista Santos
    Maria José Souza Batista Santos em Terça-feira 05 Julho 2011 11:37
    É simplesmente inacreditável!!
  81. Sérgio Miletto
    Sérgio Miletto em Terça-feira 05 Julho 2011 11:39
    Caros Amigos da ética e do bem estar.

    Me solidarizo com o Instituto Alana e aproveito para manifestar minha admiração pelo instituto que tentou ver no ´CONAR um órgão de defesa de interesses cidadãos.

    Mais uma vez manifesto minha opinião de que não só o CONAR é mais uma obra de ficção da Publicidade Brasileira que se faz passar por um conselho federal mas que não tem legitimidade e delegação da sociedade para falar em nome dela.

    O CONAR deve ser combatido em todas as frentes e seus conselheiros denunciados com agentes do poder econômico e dos valores que induzem a termos uma sociedade competitiva (no pior conceito que isto significa), violenta e infeliz.

    Insisto que não temos o que fazer a não ser o de punir com boicote social aos anunciantes que fazem comerciais para ou com crianças.

    Fazer comercial com crianças é abuso infantil. Porém como é abuso e aliciamento feito por uma elite econômica nosso judiciário não só finge que não vê como autoriza a participação (pelo menos no meu tempo de produtor uma criança só podia fazer um comercial quando autorizada por um juiz).

    Afetos carinhosos e indignados.
  82. Cristhiane Ferreguett
    Cristhiane Ferreguett em Terça-feira 05 Julho 2011 11:41
    Nunca li um texto tão preconceituoso (crianças brancas X crianças moreninhas; gordinhas X magrinhas etc.) e desrespeitoso.

    O CONAR deixa evidente sua ideologia retrógrada e seu autoritarismo.

    Temos que divulgar este absurdo.
  83. EDJANE DE ANDRADE SILVA
    EDJANE DE ANDRADE SILVA em Terça-feira 05 Julho 2011 12:48
    Sou Diretora de uma escola pública de São Bernardo do Campo - SP, que atende 500 crianças de 3 a 6 anos. Como profissional da educação repudio o parecer da CONAR que se apresenta anti ético e carregado de preconceitos e ideias retrógradas. Ao |Instituto Alana meu total apoio. Vamos continuar nessa luta, juntos. Tenho esperança de que nossas crianças poderão ser protegidas desse consumismo desenfreado e desumano que permeia a publicidade brasileira.
  84. Otávio Coutinho
    Otávio Coutinho em Terça-feira 05 Julho 2011 15:49
    O parecer do Conar demonstra que os seus "bruxos" estão realmente incomodados. Por este motivo é que atiçam a suposta bruxa chamada Alana.
    Provocações à parte, obesidade infantil é um problema de calamidade pública e o poder público tem a obrigação de interferir na sua fomentação. O marqueteiro... bem, o marqueteiro não tem escrúpulo em assediar a criança para atender aos interesses de seu senhor: o anunciante. Já o problema de saúde, isso é com o Ministério competente, poderão dizer.
  85. Vinícius Carvalho
    Vinícius Carvalho em Terça-feira 05 Julho 2011 15:59
    Parece brincadeira de mau gosto este parecer do CONAR. LAMENTÁVEL/ABSURDO!!!
    Precisamos de mais Institutos como o ALANA para denunciar toda forma de exploração e abuso aos pequenos. Sou pai também, sei como é díficil lidar com este consumismo exarcebado; esta exploração sem limites, não apenas no caso dos fast food, como também referente aos canais infantis. Vide Cartoon Network, ora ou outra mostrando um SUPER HOMEM afeminado.
    Instituto Alana, vamos à luta!!!!
  86. Paula Johns
    Paula Johns em Terça-feira 05 Julho 2011 17:59
    Caiu a máscara do CONAR! A chamada ética da auto-regulamentação nada mais é do que uma estratégia de evitar que a sociedade imponha limites à práticas abusivas. Para quem se dispõe a observar minimamente a realidade fica claro que a epidemia da obesidade está diretamente relacionada ao marketing de alimentos ultra processados e nada nutritivos! Infelizmente o agricultor familiar que planta alimentos orgânicos não tem como colocar o brócolis dele interagindo com os personagens do filme Rio nas telas.
  87. Patrick Azevedo
    Patrick Azevedo em Terça-feira 05 Julho 2011 18:17
    É para deixar qualquer pai de familia indignado!!! Quem sabe não voltamos com as propagandas de cigarro com temas de liberdade e felicidade!! Afinal penso nas crianças que são bombardeadas por campanhas voltadas ao bolso dos pais. Penso no pai que não pode se dar ao luxo de gastar R$15/20 em um passeio ao shopping. Penso no direito dos pais que querem educar seus filhos à alimentação correta. Penso nos pais que não podem pagar e são obrigados a ver os olhinhos das suas crianças tristes por não poder receber aquele brinquedinho de R$20,00.
    Conar é GorduraTrans, diz que faz bem mas é um enruste a saude social.
  88. Katia Maria Bortoluzzi
    Katia Maria Bortoluzzi em Terça-feira 05 Julho 2011 20:27
    O Instituto Alana é uma entidade tão séria, tem tanta clareza do papel que cumpre para proteger a infância e o faz com tal responsabilidade que ter que dialogar com instituições como o Conar, que acaba de desabar publicamente com essa ironia e falta de noção de seu papel, passa a ser perda de tempo. Devia, inclusive, processar o Conar como pessoa jurídica e o conselheiro qu assinou tal parecer como pessoa física. Não faz parte da tarefa do Alana tolerar tal falta de respeito tanto ao próprio instituto quanto às causas por ele defendidas.
  89. Eliege Maria Fante
    Eliege Maria Fante em Terça-feira 05 Julho 2011 23:11
    A publicidade merecia estar melhor servida de conselheiros, como jornalista me solidarizo aos demais colegas comunicadores da publicidade que devem estar se sentindo envergonhados pelo parecer estritamente opinativo, ransoso e preconceituoso, em detrimento da fundamentação que um debate sério como este necessita. Que o Conar reveja suas posições ou que a categoria publicitária se faça representar, porque comunicação pra criança não é brincadeira, os lucros não são o bastante pra justificar as consequências à infância do país devido um comercial manipulador como foi o citado.
  90. Maria Eduarda Rocha
    Maria Eduarda Rocha em Quarta-feira 06 Julho 2011 08:47
    A reação raivosa só mostra a seriedade do trabalho do Instituto Alana.Parabéns.
  91. Gisele Fris
    Gisele Fris em Quarta-feira 06 Julho 2011 10:22
    Definitivamente, os valores estão invertidos. Questiono-me sobre a seriedade e a imparcialidade do CONAR. A publicidade dirigida à criança é ilegal, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, se corretamente interpretado. E o CONAR, que tem o dever institucional de zelar pela boa publicidade, zomba daqueles que pretendem proteger os interesses daqueles que não têm discernimento para se proteger. Crianças são totalmente influenciáveis, ainda mais quando se trata de publicidade que, quando não, influencia até mesmo a nós, os adultos. A publicidade cria tendências e instiga o consumo. Até aí, se dentro da ética, nada demais. Os publicitários estão aí para isso e é até divertido. Agora, quando se coloca nessa brincadeira pequenas pessoas que não entendem muito bem as regras desse jogo, a coisa muda. Começa a ficar preocupante... de qualquer forma, é interessante a reação do CONAR, pois mostra que a "Bruxa Alana" (?) está incomodando... parabéns ao Instituto Alana!
  92. Ralf Rickli
    Ralf Rickli em Quarta-feira 06 Julho 2011 10:38
    Para mim, só mais uma prova de que esperar auto-regulação do capitalismo é entregar a horta aos cuidados do bode. Sabendo-se que o córtex pré-frontal, sede das funções executivas, só se desenvolve plenamente dos 21 aos 25 anos, não existe ética nenhuma em NENHUMA propaganda dirigida a menores DE VINTE E UM, não apenas de 6 ou de 10 anos. Que triste que o Estado seja tão burocrático (e não só no Brasil), pois ficamos praticamente sem alternativas no apelo por regulação - mas no mínimo temos que levar cada vez mais a público a "coisa" sem seriedade nenhuma que o CONAR se tornou.

    De resto, toda força à FADA Alana na sua batalha de proteger as crianças da indução à dependência consumista, uma dependência química como qualquer outra(apenas que de drogas endógenas). Quanto aos publicitários do CONAR, o fato de dizerem que alguém outro odeia criancinhas não quer dizer que eles as amem: estão mostrando que eles mesmos amam é o tinido das moedas sobre todas as coisas, ponto.
  93. Camila Moreira Almeida de Miranda
    Camila Moreira Almeida de Miranda em Quarta-feira 06 Julho 2011 12:00
    Infelizmente, as entidades responsáveis pela fiscalização e regulação de várias áreas no Brasil só tem servido para legitimar a locupletação capitalista. Tanto os conselhos como as agências não tem atendido aos direitos dos cidadãos e são meros orgãos cenográficos.
  94. Bruna Lobato
    Bruna Lobato em Quarta-feira 06 Julho 2011 13:21
    O trabalho do Instituto Alana precisa ser mais divulgado na sociedade. Não é fácil, pois devido as "propagandas infantis" não há interesse da mídia (popular) em mostrar a realidade às pessoas. Os cidadãos, pais e mães precisam ter mais atenção quanto aos "estímulos" das empresas interessadas em lucrar no "mercado de consumo infantil". Informação e consciência para poder nos defendermos das "segundas intenções" de "mcdolnald's" e outras quinquilharias artificiais como esta.
  95. Paulo Correa
    Paulo Correa em Quarta-feira 06 Julho 2011 13:41
    Crianças são mais importantes. São o Futuro. Eu como publicitário tenho vergonha de comerciais que abusam não só de crianças mas também de adultos e jovens que tem comportamento egoísta e visam apenas os lucros, realizaos por pessoas que com certeza são abusadas da mesma forma diariamente e por essa razão agem assim. Se o Conar perde o seu prestígio, isso é lamentável para toda a sociedade brasileira, pois perde o apoio de um órgão que deveria cumprir seu papel. Vamos eleger crianças para autoregulamentar a publicidade, talvez elas sejam mais inocentes e mais sinceras a respeito de suas necessidades.
  96. Marcia Marçal
    Marcia Marçal em Quarta-feira 06 Julho 2011 15:16
    E aqui estamos novamente boquiabertos com as decisões que acontecem neste País chamado Brasil! Mas isso só reforça nosso desejo de divulgar mais e mais o trabalho de pessoas sérias como as do Instituto Alana, de fazermos outros pensarem em assuntos que nunca pensaram e de criar nossos filhos com crenças sólidas. Tenho gratidão pelo Instituto Alana me fazer uma mãe mais consciente e poder criar minha filha com respeito que todo ser humano merece.Quanto ao Conar, só fortalece minhas convicções de que temos, enquanto indivíduos e sociedade civil, lutar por um mundo melhor.
    divulguem!!!
  97. Alice Ramos de Oliveira
    Alice Ramos de Oliveira em Quarta-feira 06 Julho 2011 16:32
    Parabéns aos que lutam, mas Não li todos os Comentários, ma PARABÉNS ADRIANO TEIXEIRA...

    Essa exposição de pensamento vai muito de encontro sobre o que eu tb penso, isso é a fala de um pai presente que acompanha o desenvolvimento dos filhos.
    Infelizmente não trata se da maioria. Pais e Mães preocupados em dar o pão e a diversão e a Educação quem dá a Escola, enquanto houver tb essa passagem de responsabilidades, isso tb não vai mudar. Quem muda não é o mundo, somos nós. S estivermos falando do pessoal do Conar que tem filhos e são pais responsáveis, de nenhuma maneira iriam responder com ironias e insultos, porque teriam valores, carater e éticas a serem julgados. Por tanto não o é, vamos crucificar essas pessoas, elas tb não tiverão direito de criar melhor seus filhos talvez, e nós teremos que participar da ação julgadora deles. TB NÃO! qUEM TEM QUE TER noção de Educação,Melhor Formação é cada um dos pais e mães aqui presentes e Todos que se importarem com isso, e podemos formar melhores opiniões de outras pessoas. Sem julgamentos, pessoas, mais ações coletivas, ibridas para quem o Estado não necessite ficar julgando o que é melhor pata cada cidadão afinal, Somos ou não livres, se pensamos, resolvemos, se resolvemos poderemos cada vez mais fazer ações em conjunto!

    Parabéns ao que estão brigando por essa causa. Força e AÇão mas se as pessoas não tiverem consciente, isso será cada vez mais frequente.
  98. Jayme Serva
    Jayme Serva em Quarta-feira 06 Julho 2011 18:09
    É inacreditável que ainda tenhamos de ler esse tipo de baboseira raivosa como a proferida pelo publicitário Enio Basílio. Gente desinformada e parcial julgando aspectos éticos de publicidade é o mesmo que raposa tomando conta do galinheiro.
  99. KARINA BIASOLI
    KARINA BIASOLI em Quarta-feira 06 Julho 2011 19:31
    Hoje resolvi levar o meu filho (4 anos) ao cinema:
    "mãe, quero esse transformer!!!Vamos comer aqui!!! (Burguer King; "Aqui também tem joguinho!!! então vamos comer nesse??? (Girafas); "E esse mãe??? Aqui eles também dão brinquedinhos... esse é o MACDONTIS????"; "Para ganhar o carrinho eu tenho que comer pipoca??? Eu não gosto de pipoca... mas você compra???? (Cinemark); "Posso levar esse ban aid, a prova de água e superconfortável NexCare????? (farmácia).... SERÁ QUE O CONAR PRECISA DAS FALAS DAS CRIANÇAS??????? DE QUATRO ANOS??????? PARA SABER QUE TUDO VAI MAL, MUITO MAL!!!!! Não podemos mais ficar calados, precisamos boicotar essas redes.... ou vamos continuar agindo como miseráveis?????? Que comem lixo, em troca de um brinquedo lixo.... fotografei as placas e vou denunciar!!!!!!!!!
  100. Fernanda Barreto
    Fernanda Barreto em Quinta-feira 07 Julho 2011 22:32
    Sou mãe de dois filhos pequenos e não posso deixar de me manifestar a favor do Instituto Alana que trabalha em prol da família brasileira, em prol das crianças e seu futuro. Tenho certeza absoluta que a grande maioria das mães brasileiras ficariam ao lado do Instituto se soubessem dessa vergonha vinda do Conar. Lamentável esse parecer.
    Estamos juntos, Instituto Alana!
  101. Carmencita Mª Stefanello
    Carmencita Mª Stefanello em Terça-feira 12 Julho 2011 15:02
    Não dá para entender este CONAR como instituição séria. Por favor, BRASIL desfaça este Desaconselhador imediatamente. Ou sempre o povo será tapeado através destes que usam seus conhecimentos para servir interesses do dinheiro já, da megalomania, do poder econômico acima do bem e para servir o mal.

  102. Nádia Rebouças
    Nádia Rebouças em Sexta-feira 15 Julho 2011 00:29
    Surpresa com o CONAR? Não. Surpresa com a falta de percepção dos publicitários? Não. Os que me conhecem sabem que há anos alerto sobre a incapacidade de perceber as fortes mudanças pelas quais passam a sociedade e como os que parecem esperto destroem a profissão de publicitários nos tornando portadores de desconfiança. Engraçados, criativos, porem fora da realidade. O incrível é ver que isso acontece quando muitas empresas já perceberam que o NEGÓCIO está mudando. Quem compra somos nós! Estamos fazendo novas escolhas! A mãe de hoje quer deixar outros filhos por aqui! Quem não enxerga perde! Conar nào se deixe levar pelos conservadores a publicidade já mudou e vai continuar mudando independente da vontade dos que nào enxergam. Lembro de minha avó: Deus escreve certo por linhas tortas. Alana certamente sabe que sem fatos como esse a luta nào avança. Eu sei que vocês vão seguir nessa importante missão de educar. Afinal é só essa a grande questão brasileira na atualidade. Podemos escolher, esse aprendizado está por toda parte: no que comemos, como nos locomovemos, como consumismo produtos, como vivemos. Cada vez +, + pessoas querem um mundo melhor!

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