Conar: caça às “bruxas” ?
Por Redação em 29 junho 2011 - Política e Legislação
“Vale a fantasia de trocarmos o nome Instituto por outro mais característico – a bruxa Alana, que odeia criancinhas”. Essa frase resume a falta de seriedade e de compromisso do Conar com a ética e com a sociedade brasileira. Ela consta no parecer do conselheiro Enio Basílio Rodrigues sobre denúncia que o Projeto Criança e Consumo fez à entidade contra uma campanha do McDonald’s durante o trailer da animação infantil “Rio”.
A representação enviada ao Conar teve como base argumentos jurídicos, científicos e políticos para questionar a publicidade do McLanche Feliz com brindes do filme “Rio”, que falava diretamente com crianças menores de 12 anos. Ainda mostrava como a empresa feria seu próprio código de ética e o acordo de autorregulamentação firmado junto à Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) e à ABA (Associação Brasileiras dos Anunciantes), em 2010.
Segundo esse acordo, o McDonald’s não poderia anunciar nada, nenhum tipo de produto, para crianças menores de seis anos. Acontece que o filme “Rio” tinha classificação indicativa livre, e milhares de meninos e meninas pequenos foram impactados pela campanha. Vale lembrar que a tal publicidade chamava mais atenção dos brinquedos com personagens do filme do que do produto em si, induzindo a criança a querer o McLanche para ter os brindes.
A venda de alimentos com brinquedos vem sendo criticada em todo o mundo – e definitivamente não é uma bandeira só do Instituto Alana. No Brasil, o Ministério Público Federal instaurou inquérito em 2009 para investigar essa prática em três cadeias de fast food. A Assembleia de Belo Horizontre acabou de aprovar um projeto de lei que proíbe venda de lanches com brindes para crianças. Fora as várias proposições que tramitam no Congresso Nacional sobre essa questão.
Mas o conselheiro do Conar se limitou a dizer: “Da mesma forma que Suécia e Dinamarca tem por base evitar que suas crianças de olhos azuis fiquem gordinhas, o Brasil tem por base acabar com a desnutrição dos nossos meninos moreninhos”. E o que o Conar tem a dizer a respeito do dado do Ministério da Saúde de que 30% de nossas crianças estão com sobrepeso e 15% já estão obesas?
O parecer de apenas duas páginas tem distorções e ofensas que jamais foram vistas em cinco anos de atuação do Projeto Criança e Consumo. E vale ressaltar: mesmo com tantos absurdos, o Conselho do Conar votou por u-na-ni-mi-da-de a favor do parecer.
Por isso, pela total falta de respeito com que esse caso foi julgado, não reconhecemos mais o Conar como uma entidade séria e legítima para garantir a ética na publicidade brasileira. Entendemos que uma autorregulamentação como essa de fato não protegerá a infância brasileira dos abusos comerciais.
É preciso uma legislação específica que proteja nossas crianças desses abusos. De novo: essa não é somente uma preocupação do Alana, mas também de 76% dos pais brasileiros que afirmaram em pesquisa do Datafolha que a publicidade de fast food prejudica seus esforços na educação alimentar de seus filhos.
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Comentários
Como batata frita, doces e chcolates e não o suco de gengibre com brócolis ao forno como cita o parecer. Nem sou um excelente exemplo no quesito alimentação. Mas acho importante os pais e a mídia (que hoje, infelizmente, exerce uma enorme influencia na formação de hábitos não só de crianças) dêem também um bom exemplo. Sem extremismos, pois acredito que devemos todos praticar a tolerância.
Clarice Laender - BH/MG
Neste sentido a regulamentação RDC 24/10 para alimentos, foi embasada em legislação vigente no País, e, portanto é capaz de exigir propagandas , informativas, e que cumpre a necessidade de atuação do Estado para a proteção da saúde com a observância da impossibilidade de interferência na esfera de proteção dos direitos fundamentais.
Por outro lado, não podemos esquecer que a Anvisa é uma Agência Reguladora, uma instituição do Estado com a função de realizar a regulação sanitária garantindo o equilíbrio entre as diversa forças que atuam neste setor. Como instituição de Estado, a Anvisa deve atuar dentro da legalidade e assim o faz.
A fala do CONAR foi tão inconveniente quanto a do Lula quando disse que a crise financeira de 2008 foi culpa dos banqueiros de “olhos azuis”, isso é preconceito e uma luta de classes que não ajuda em nada, pelo contrário, divide o país.
Vamos do princípio,eu não desejo pra mim, nem para meus filhos um governo que me diga o que fazer ou deixar de fazer, dispenso esta tutela do Estado (nunca se sabe até onde ela pode ir, é melhor não arriscar).O Estado que tutela, que proíbe a livre expressão, este sim é um Estado totalitário.
Quanto aos nossos filhos, o que está sendo feito para que eles não sejam prezas fáceis do consumo? Pedir proibição? Depois que conseguirmos, qual será o próximo passo? Continuar proibindo?
Educar é a solução, temos que ensiná-los desde pequenos a se defenderem da publicidade. Se eles não aprenderem quando pequenos, serão presas fáceis quando adolescentes.
Educar é função dos pais e da escola. Meus filhos assistem TV, menos que a média das outras crianças, mas assistem e pedem tudo o que lá aparece. O que faço?Eu lhes digo não, explico que peçam no aniversário ou outra data comemorativa.Digo ainda que eles não precisam ter tudo o que aparece na propaganda, e que terão que escolher quando for o momento. Pronto, está resolvido sem nenhum stress, fa-ci-nho. Claro que isso foi depois de muita conversa, inclusive sob muito protesto.
OK, mas como fica a escola onde as crianças aparecem com brinquedos sofisticados e diferentes, levam de casa todo o tipo de lanche, mostram os brindes do Mc Donalds, etc ?
Chamei a direção da escola e propus um trabalho de educação financeira e consumo para os alunos do 1º. ano fundamental até o 3º. colegial. Os pais também poderão participar de palestras sobre finanças pessoais a fim de fazer a família conversar sobre consumo e limites.Também vamos criar um banco da escola, onde latas de alumínio, garrafas pet, pilhas e óleo de cozinha usado, serão trocados por uma moeda interna que poderá ser usada para comprar lanche na cantina da escola e uniforme, e ter desconto na matrícula.
Este programa será implantado a partir de agosto, no retorno das férias. Quantas outras se interessaram pelo programa ? Nenhuma, por que representa custo e os pais não se interessam em pressionar a direção. Acertadamente, a culpa volta para os pais.
Esta é a mobilização que tem que ser feita. Temos que ensinar nossos filhos a escolher, a separar o bom do ruim, a ter limites, ou seja, temos que ensiná-los a pensar e não se submeterem à tutela do Estado, senão em breve, estaremos totalmente à mercê do governo esperando que ele sempre faça a NOSSA parte.
Não quero usar este espaço como propaganda, mas quem se interessar pelo programa pode me contatar, isso se o instituto ALANA julgar conveniente fazer esta ponte, pois esse espaço lhes pertence.
O descaso e ironia com que o assunto é tratado pelo conselheiro já mostra o nível do seu conhecimento sobre o assunto. Melhor seria estudar antes ou encaminhar para outro colega mais capacitado dar o parecer... É muito triste ver alguém arrotar sua ignorância como se sabedoria fosse...
Equivocou-se o Sr., acreditando que poderia imprimir suas fantasiosas "concepções" em documento oficial representando um órgão.
Talvez tenhamos, no interior deste Sr., uma "criança" reprimida...aprisionada na masmorra de sua ignorância.
C - caricato
O - obtuso
N - negligente
A - astuto
R - ridículo
Se o CONAR chegou ao ponto de se descontrolar desta maneira, é porque o Instituto Alana deve estar incomodando muuuuuuito. =) Continuem assim, está dando resultado!
Isso, obviamente, sem considerar a especial vulnerabilidade e incapacidade da criança para o exercício de um consciente juízo de valor.
Como é possível concebermos que os fornecedores voltem o seu poderoso discurso de convencimento a esse público indefeso? A essência dessa mensagem publicitária está maculada por um vício insanável.
É evidente que cabe aos pais a escolha sobre o que os filhos devem ou não consumir. Interferir nessa relação familiar, como fazem os fornecedores, sob a vergonhosa proteção e chacela do CONAR, é antiético, imoral e porque não se dizer, criminoso.
A lavagem cerebral perpetrada por anos de publicidade abusiva e antiética colocou uma venda nos olhos da sociedade, que parece incapaz de perceber o quão errada está a atual prática da propaganda voltada ao público infanto-juvenil.
Confesso que me envergonha pertencer a uma organização social na qual indivíduos absolutamente ignorantes e despreparados têm o poder de decidir acerca de questões de tamanho relevo. Pior é perceber que algumas pessoas ainda não conseguem enxergar aonde está o erro.
Do ponto de vista "privado", aos pais compete a educação e o exemplo. Sabemos que filhos de pais que não comem salada, bem - não comem salada, tampouco! Mas o aumento da prevalência da obesidade infantil é questão gravíssima de saúde pública (OMS).
No Brasil, observamos a mudança nos padrões de consumo de alimentos, com ingestão crescente de biscoitos e refrigerantes mesmo entre as famílias mais desfavorecidas -as mesmas que consomem muito poucas frutas e verduras (POF-IBGE).
Os filhos das novas classes médias (fruto de um Brasil mais justo que retoma seu crescimento ainda em meio à recessão mundial) estão, enfim!, podendo consumir chocolates, iogurtes, refrigerantes...
Não, eu não lamento esse "avanço", de forma alguma. Mas, há muitos estudos que apontam que no Brasil a obesidade infantil ameaça tornar-se um grande problema de saúde pública (como em especial já se tornou em grande parte do mundo desenvolvido) e, aparentemente paradoxalmente, começa a co-habitar com a subnutrição!!!
Um artigo recente que li na Public Health Nutrition apresenta evidências científicas sobre o aumento da prevalência da obesidade infantil - bem como de outros problemas associados como as manifestações ultra precoces do diabetes e da hipertensão em idades tão tenras como os 5 anos, associadas ao consumo de alimentos com altos teores de gordura, açúcar e sódio (a linguagem científica para esses alimentos é 'non-core food', em oposição a 'core food', expressão usada para fazer referência a alimentos saudáveis).
Também há evidências crescentes sobre o "desequilíbrio" da exposição infantil, principalmente nos horários de "pico" de audiência dos programas infantil, à publicidade desses "alimentos" quando comparada à publicidade (quase inexistente) voltada à 'core food'.
Voltemos à questão "privada". Como exigir que os pais dessas crianças, principalmente como exigir de mães trabalhadoras, com escassa educação, com parca informação com relação aos "cânones de uma alimentação saudável", elas próprias muitas vezes mal nutridas, como exigir dessas mães, que devem passar poucas horas de seus dias com seus pequenos, orgulhosas que devem estar em poder oferecer aos filhos um saco de batatas fritas, que " contradigam" a sabedoria da telinha: que a tal batatinha, o refrigerante, o biscoito ... tudo isso é delicioso, é divertido, e torna a pequena criaturazinha parte do mundo de seu personagem preferido, que a eleva à "altura" de seu coleguinha mais rico, que a faz participar daquele mundo encantado...?
Aos publicitários (tenho vários queridos amigos publicitários), tenho dito: deixemos de lado a "culpabilização" de categorias profissionais e reconheçamos que nossa vida social se tornou por demais complexa para que nos desobriguemos de ser, além de bons profissionais, "cidadãos". Investida deste papel "cidadão", temos a nosso lado a "fada Alana"!
Grande abraço,
Rosana Corazza (Facamp e Unicamp)
Torço freneticamente para que essa proibição seja adotada no Brasil, a exemplo de outros países que respeitam a criança e a enxergam não apenas como consumidora.
E parabenizo o Instituto Alana por seu belíssimo trabalho.
Está também bem acompanhada por outros bruxos e bruxas como são os nossos decanos da saúde pública, professores Malaquias, Carlos e Cezar.
É evidente que a “falta de compreensão” das evidências não está relacionada com o efeito deletério do marketing na saúde e nutrição das crianças e adolescentes.
Criam-se os argumentos contrários em nome dos interesses comerciais das empresas de alimentos e de propaganda que remuneram e mantém o CONAR.
O que mais assusta é que os poderes executivo, legislativo e judiciário da federação estão se associando a esses interesses quando não acolhem/aprovam/regulamentam iniciativa da sociedade civil devidamente organizada, na ordem democrática, para instituir mecanismos reais de regulamentação da propaganda dirigida a crianças e adolescentes.
Da minha parte só quero agradecer à Alana e à Isabella e equipe por manterem vivo o debate ao longo desses últimos cinco anos.
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The marketing of foods and non‐alcoholic beverages with a high content of fat, sugar or salt reaches children throughout the world. Efforts must be made to ensure that children everywhere are protected against the impact of such marketing and given the opportunity to grow and develop in an enabling food environment — one that fosters and encourages healthy dietary choices and promotes the maintenance of healthy weight.
Dr Ala Alwan, Assistant Director General,
World Health Organization
Fica evidente que o Conar, com esse parecer desrespeitoso, presta um desserviço à toda sociedade, inclusive indo contra seu próprio código, a saber:
ANEXO "H" - Alimentos, Refrigerantes, Sucos e Bebidas Assemelhadas
1. Disposições Gerais - Além de atender aos preceitos gerais deste Código, os anúncios de produtos submetidos a este Anexo deverão:
(...)
2. Quando o produto for destinado à criança, sua publicidade deverá, ainda, abster-se de qualquer estímulo imperativo de compra ou consumo, especialmente se apresentado por autoridade familiar, escolar, médica, esportiva, cultural ou pública, bem como por personagens que os interpretem, salvo em campanhas educativas, de cunho institucional, que promovam hábitos alimentares saudáveis.
(...)
5. Na publicidade dos produtos submetidos a este Anexo adotar-se-á interpretação a mais restritiva quando:
(...)
b. o produto for destinado ao consumo por crianças.
Eu sou profissional da área e mãe de 3 filhos. Como cidadã e como profissional, dou todo meu apoio ao Instituto Alana e todo meu repúdio ao Conar. Respeito é bom e toda a sociedade merece!
Tambem fiquei chocada com a resposta do Conar, suposto orgao regulador (sic!). Falta seriedade e comprometimento p/um futuro melhor!
A luta continua!
Mas confiamos no Instituto Alana e nele depositamos esperanças nessa luta pela saúde mental e física das novas gerações do nosso país.
Essa atitude desesperadora do CONAR mostra que a batalha está sendo vencida pelo Alana.
Parabéns!
De fato, esta instância deve ser esvaziada...
Mas estamos falando de uma sociedade ampla, onde há gente que a única diversão é assistir TV. Crianças que passam horas diante da televisão, que o dinheiro que a família ganha mal dá para o alimento. E, cujos pais sofrem por não poder atender aos pedidos dos pequenos. Vamos refletir e sem disputas partidárias ou ideológicas, propor uma forma de tornar o mundo melhor!
Não sei que encaminhamentos a Alana está pensando em dar, mas fiquei tão indignada que queria dar sugestões para contribuir. Acho que vale uma carta de repúdio às colocações do Conar , mostrando com os dados da OMS, etc, etc o objetivo da Alana em tentar limitar este tipo de publicidade. Esta carta poderia circular para que várias instituições (ONGs, sociedades médicas, Conselho de Medicina e quem sabe algumas públicas...), além de juristas e outros estudiosos de outras áreas pertinentes.
Paralelamente, um belo artigo sobre obesidade infantil para FSP (se possível), OESP ou Globo, em que se expõe o entendimento do Conar, transcrevendo alguns trechos.
Não o reconheço mais como um interlocutor do setor! Caso contrário estarei forçada a pensar que todos os publictários deste país se sentem representados por uma entidade que dita suas próprias regras e não as pactua com ninguém - a não ser os interesses do mercado!
Acho que a Associação Nacional das Agências de Publicidade deveria se manifestar. O que pensam eles??? Alguem sabe?
É um absurdo o deboche ao zelo e defesa da saúde e bem estar da população infantil que o CONAR faz!
Eu não falo assim em casa porque não tenho balas, batatas fritas, refrigerantes, etc. Um amigo me perguntou por que eu sou tão vigilante sobre a alimentação dos meus entes queridos. Eu respondi que eu sinto que tenho de protegê-los constantemente dos bombardeios das propagandas apelativas! Faço deliciosos pães e biscoitos caseiros e todos adoram!
Eu li artigos do “Institute of Medicine (IOM –USA)”, uma agência financiada pelo governo americano. Em um dos relatórios concluiu que a propaganda e comercialização de alimentos para crianças estão diretamente ligadas às taxas crescentes de obesidade e sobrepeso. O ganho de peso está diretamente ligado às preferências alimentares, estimuladas pela propaganda indevida.
O relatório contém algumas estatísticas assustadoras: pelo menos 30% das calorias na dieta das crianças derivam de doces, refrigerantes, salgadinhos e “fast food”. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, até bebês consomem bastante refrigerantes. Pediatras americanos dizem que crianças com sobrepeso consomem 1200-2000 calorias por dia, com refrigerantes.
A cada ano empresas americanas lançam novos alimentos no mercado e metade deles são doces, goma de mascar, salgadinhos e refrigerantes.
Artigos no “The New England Journal of Medicine”: Propaganda influencia fortemente as preferências alimentares das crianças. O pior propósito da propaganda é convencer as crianças a comerem alimentos que são feitos especialmente para eles, como “seres especiais”! Algumas campanhas visam convencer as crianças de que sabem mais do que seus pais, sobre o que é bom para elas.
Comerciais tentam minar decisões familiares nas escolhas do que é bom para as crianças. Temos que retomar o poder de decisão em nossas casas. Devemos fazer isso pelos nossos filhos!
Ao invés dessa luta, o IA deveria ir onde realmente está o problema brasileiro, que é desigualdade social.
Nesse caso, ninguém quer lutar.
Já ficou provado, mais de uma vez, que o IA é elitista. Por quê? No anuncio de uma vaga de estágio em Direito, o aviso dizia (em caixa alta, deixando claro que não é para qualquer um) que os candidatos deveriam estudar OBRIGATORIAMENTE em PUC, USP ou MACKENZIE.
Num simples anuncio de vaga de estágio, tal empresa dá uma enorme pista sobre seu funcionamento, a meu ver, de total incoerência, quando privilegia certas instituições de ensino e, por isso, não leva em conta a História da Educação no país.
Além disso, esse parecer é, no mínimo absurdo, pois pretende erradicar a desnutrição com alimentos ricos em lipídios e CHO de alto índice glicêmico; é isso que entendi?
Efetivamente crianças não deveriam ser submetidas a publicidade e os pais deveriam ser informados dos riscos relacionados ao consumo de alimentos hipercalóricos, como refrigerantes, fast foods, biscoitos e salgadinhos.
Autorregulamentação para instituições que possuem como finalidade o lucro nunca levarão em consideração a integridade do consumidor.
Como pode o Conar ignorar a problemática do consumismo infantil e risco de obesidade?!
Me solidarizo com o Instituto Alana e aproveito para manifestar minha admiração pelo instituto que tentou ver no ´CONAR um órgão de defesa de interesses cidadãos.
Mais uma vez manifesto minha opinião de que não só o CONAR é mais uma obra de ficção da Publicidade Brasileira que se faz passar por um conselho federal mas que não tem legitimidade e delegação da sociedade para falar em nome dela.
O CONAR deve ser combatido em todas as frentes e seus conselheiros denunciados com agentes do poder econômico e dos valores que induzem a termos uma sociedade competitiva (no pior conceito que isto significa), violenta e infeliz.
Insisto que não temos o que fazer a não ser o de punir com boicote social aos anunciantes que fazem comerciais para ou com crianças.
Fazer comercial com crianças é abuso infantil. Porém como é abuso e aliciamento feito por uma elite econômica nosso judiciário não só finge que não vê como autoriza a participação (pelo menos no meu tempo de produtor uma criança só podia fazer um comercial quando autorizada por um juiz).
Afetos carinhosos e indignados.
O CONAR deixa evidente sua ideologia retrógrada e seu autoritarismo.
Temos que divulgar este absurdo.
Provocações à parte, obesidade infantil é um problema de calamidade pública e o poder público tem a obrigação de interferir na sua fomentação. O marqueteiro... bem, o marqueteiro não tem escrúpulo em assediar a criança para atender aos interesses de seu senhor: o anunciante. Já o problema de saúde, isso é com o Ministério competente, poderão dizer.
Precisamos de mais Institutos como o ALANA para denunciar toda forma de exploração e abuso aos pequenos. Sou pai também, sei como é díficil lidar com este consumismo exarcebado; esta exploração sem limites, não apenas no caso dos fast food, como também referente aos canais infantis. Vide Cartoon Network, ora ou outra mostrando um SUPER HOMEM afeminado.
Instituto Alana, vamos à luta!!!!
Conar é GorduraTrans, diz que faz bem mas é um enruste a saude social.
De resto, toda força à FADA Alana na sua batalha de proteger as crianças da indução à dependência consumista, uma dependência química como qualquer outra(apenas que de drogas endógenas). Quanto aos publicitários do CONAR, o fato de dizerem que alguém outro odeia criancinhas não quer dizer que eles as amem: estão mostrando que eles mesmos amam é o tinido das moedas sobre todas as coisas, ponto.
divulguem!!!
Essa exposição de pensamento vai muito de encontro sobre o que eu tb penso, isso é a fala de um pai presente que acompanha o desenvolvimento dos filhos.
Infelizmente não trata se da maioria. Pais e Mães preocupados em dar o pão e a diversão e a Educação quem dá a Escola, enquanto houver tb essa passagem de responsabilidades, isso tb não vai mudar. Quem muda não é o mundo, somos nós. S estivermos falando do pessoal do Conar que tem filhos e são pais responsáveis, de nenhuma maneira iriam responder com ironias e insultos, porque teriam valores, carater e éticas a serem julgados. Por tanto não o é, vamos crucificar essas pessoas, elas tb não tiverão direito de criar melhor seus filhos talvez, e nós teremos que participar da ação julgadora deles. TB NÃO! qUEM TEM QUE TER noção de Educação,Melhor Formação é cada um dos pais e mães aqui presentes e Todos que se importarem com isso, e podemos formar melhores opiniões de outras pessoas. Sem julgamentos, pessoas, mais ações coletivas, ibridas para quem o Estado não necessite ficar julgando o que é melhor pata cada cidadão afinal, Somos ou não livres, se pensamos, resolvemos, se resolvemos poderemos cada vez mais fazer ações em conjunto!
Parabéns ao que estão brigando por essa causa. Força e AÇão mas se as pessoas não tiverem consciente, isso será cada vez mais frequente.
"mãe, quero esse transformer!!!Vamos comer aqui!!! (Burguer King; "Aqui também tem joguinho!!! então vamos comer nesse??? (Girafas); "E esse mãe??? Aqui eles também dão brinquedinhos... esse é o MACDONTIS????"; "Para ganhar o carrinho eu tenho que comer pipoca??? Eu não gosto de pipoca... mas você compra???? (Cinemark); "Posso levar esse ban aid, a prova de água e superconfortável NexCare????? (farmácia).... SERÁ QUE O CONAR PRECISA DAS FALAS DAS CRIANÇAS??????? DE QUATRO ANOS??????? PARA SABER QUE TUDO VAI MAL, MUITO MAL!!!!! Não podemos mais ficar calados, precisamos boicotar essas redes.... ou vamos continuar agindo como miseráveis?????? Que comem lixo, em troca de um brinquedo lixo.... fotografei as placas e vou denunciar!!!!!!!!!
Estamos juntos, Instituto Alana!
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