Aconteceu na última sexta-feira mais uma exibição do documentário “Criança, a Alma do Negócio”, dessa vez na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em Brasília. O evento já estava agendado há tempos, mas o timing para levar o debate e o filme para a Capital Federal não poderia ter sido melhor – na semana passada o PL 5921/2001, que propõe a regulação da publicidade para crianças, foi debatido em mais uma Comissão da Câmara dos Deputados.

Durante o debate, Fábio Senne, coordenador da área de relações acadêmicas da ANDI apontou os 10 argumentos usados por quem não quer a regulação da publicidade direcionada a crianças – e desconstruiu cada um deles: “a responsabilidade é dos pais”, “a autorregulação é suficiente”, “regular publicidade é censura e limita a liberdade de expressão”… Afirmações que as pessoas que acompanharam o Seminário na Câmara, na semana passada, viram serem ditas e repetidas por quem parece esquecer que a prioridade tem que ser a proteção da infância.

José Eduardo Romão, doutor em Direito Público pela UnB e conselheiro do Projeto Criança e Consumo, falou na sequência e abordou um tema que vem se tornando cada vez mais evidente: a erotização precoce e a sua relação com a publicidade. Lembrou o caso do sutiã com enchimento para meninas de seis anos e demonstrou preocupação com o tipo de imagem e valores que estamos passando para nossas crianças.

O Criança e Consumo segue agora com a agenda de eventos de exibição do documentário, sempre seguida de debates com especialistas sobre os mais diversos assuntos. O próximo será durante a Virada Sustentável, no dia 4 de junho, na Umapaz, e vai falar da relação entre consumismo na infância e sustentabilidade. Nos vemos lá!

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