Após a publicação de nota na coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo de ontem, o parecer do Conar sobre denúncia feita ao McDonald's, que continha comentários e piadas ofensivas ao Instituto Alana, repercutiu na mídia e nas redes.

Leia abaixo a íntegra da nota publicada na Folha:

BRUXA
O Conar, órgão que regula a publicidade, arquivou a denúncia do Instituto Alana contra comercial que o McDonald's exibia antes das sessões do filme "Rio". O parecer, assinado por Enio Basilio Rodrigues, diz que "vale a fantasia de trocarmos o nome [do] instituto por outro mais característico -a Bruxa Alana, que odeia criancinhas". E ainda: "Ao contrário dos EUA, aqui o McDonald's não é vício, é aspiração." "Cada vez mais crianças pedirão um brinquedo para o pai e este orgulhosamente dirá: "Sim, eu posso. Queira ou não a Alana"."

BRUXO
O Instituto Alana diz não respeitar mais o Conar. "Até esse voto, reconhecíamos o órgão como um conselho de ética. Mas nos desrespeitam, com difamação e injúria. Isso mostra claramente que a autorregulamentação não é séria", diz a advogada Isabella Henriques, do Alana. O Conar diz que seu relator tem "liberdade plena de opinião", ainda que elas "pertençam só a ele".

Abaixo, alguns perfis que repercutiram o caso no Twitter:

@julio_hungria: Acho que o relator perdeu a razao qdo se deixou levar pela piadinha
@Lalolealfilho: Conar debocha do Instituto Alana e acaba com o pouco que ainda tinha de credibilidade. Autoregulamentação só interessa a quem autoregula.
@Lalolealfilho: Minha solidariedade ao Instituto Alana, entidade séria e respeitada, afrontada com deboches pelo Conar.
@elisaaraujo: Relator do Conar debocha do Instituto Alana e arquiva denúncia contra o McDonald’s http://bit.ly/jAMJrA
@institutoakatu: Que papelão, Conar!!! Desrespeitar dessa maneira o Instituto Alana, uma ong com trabalho excelente alertando sobre... http://fb.me/Im3vUuT3
@andicomunicacao: Para Instituto Alana (@criancaeconsumo) o CONAR extrapolou os limites da ética e do razoável http://t.co/o11pOOq
@luisnassif: O caso do Instituto Alana no Conar: Cláudia Stefani Da ... http://bit.ly/iiQZBi

E você? O que acha do parecer do Conar? Leia a íntegra do parecer em PDF e opine.

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  1. Regina
    Regina em Quinta-feira 30 Junho 2011 13:13
    Que pena ver esse quadro. O Conar que já foi criado para se "auto" regulamentar por medo de uma regulamentação do governo, mostra finalmente o tal protecionismo publicitário. Fossem eles pais antes de executivos, essa babozeira
    não teria acontecido. Quando é que vamos ter uma propaganda responsável???
  2. Gisela Black Taschner
    Gisela Black Taschner em Quinta-feira 30 Junho 2011 14:08
    Que feio, hein, CONAR? Como pode pretender ser levada a sério uma entidade que não tem um mínimo de compostura?
  3. Lara
    Lara em Quinta-feira 30 Junho 2011 14:41
    Gostaria de parabenizá-los pelo trabalho e agradecer, também, pois, ao contrário do que o relator Enio disse, precisamos, sim da ajuda de instituições como vocês, para nos ajudar a crescer e criar crianças; a vigilância com relação ao abuso do capital e de sua principal ferramenta, a publicidade, nada tem a ver com a “autonomia da família”...
  4. Flavia - Salvador, Bahia
    Flavia - Salvador, Bahia em Sexta-feira 01 Julho 2011 10:39
    Só tenho uma palavra p o CONAR... LAMENTÁVEL!!!!!! Deixou a discussão jurídica de lado e partiu p o desrespeito. Já postei minha indignação no facebook p compartilhá-la com o resto da sociedade.
  5. Raphael Santos
    Raphael Santos em Sexta-feira 01 Julho 2011 16:39
    Tudo o que leio sobre o Conar só me deixar envergonhado de ser publicitário. Esse Conselho é a maior farsa já criada na história.
  6. Eduardo Amaral Lyra
    Eduardo Amaral Lyra em Segunda-feira 04 Julho 2011 17:37
    O parecer do CONAR é absurdo e cínico em vários aspectos. Mas, o pior de todos é associar uma cadeia de lanches rápidos (afinal, é isso que é o McDonalds) a ambições nobres e justificadas. Também me parece que o relator, sabiamente, não frequenta o McDonalds: restaurantes sujos, atendimento precário, alimentos de valor alimentício duvidoso que podem, inclusive por seus preços, ser substituídos por outros mais saudáveis e adequados à alimentação de crianças (e adultos também). Enfim, parece que uma "criança" malévola e mal intencionada escreveu o parecer. Ninguém precisa de McDonalds. Ou melhor, podemos construir alternativas melhores a isso.

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