O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) publicou no dia 30 de março um parecer contraindicando programas de televisão para menores de três anos.  O parecer foi desenvolvido a pedido do Criança e Consumo, como forma de auxiliar na decisão do Ministério Público quanto a um Inquérito Civil instaurado contra a divulgação da faixa de programação Baby TV pela Fox.

Embora a faixa de programação fosse anunciada como promotora do aprendizado e do desenvolvimento saudável para menores de 3 anos, pesquisas indicam  que, independentemente do conteúdo veiculado, não é recomendável a crianças entre 0 e 3 anos de idade serem expostas à televisão.  O parecer do CREMESP foi na mesma direção, afirmando que “nenhum estudo documentou benefícios da exposição precoce de crianças à televisão”.

Para o CREMESP, dessa forma, pode-se concluir que a televisão não deve ser prioritariamente uma forma de estimulação nesta faixa etária. Segundo os estudos analisados pelo órgão, a exposição à tevê nessa idade apresenta consequências negativas em seu desenvolvimento cognitivo em relação à linguagem, com a diminuição da exposição à voz e interação com cuidadores – fator essencial para o desenvolvimento cerebral saudável das crianças.

 

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  1. Andrea Cavalcante
    Andrea Cavalcante em Domingo 29 Abril 2012 19:15
    Infelizmente a televisão é vista erroneamente por muitas familias como um instrumento de estímulo ao desenvolvimento infantil. É preciso que escolas e unidades de saúde expliquem de maneira clara e objetiva os malefícios desse veículo. É importante que se explique o porque das crianças ficarem em estado hipnótico quando estão assistindo televisão.
  2. Equipe Criança e Consumo
    Equipe Criança e Consumo em Quinta-feira 03 Maio 2012 11:51
    Realmente, Andrea. Estudos já apontaram que expor crianças precocemente a qualquer tipo de tela pode ser extremamente prejudicial ao seu desenvolvimento, impactando desde a tranqüilidade do sono (o que traz severos impactos na saúde) até mesmo comprometendo a atividade escolar no futuro. É preciso conscientização para poder formar melhor nossas crianças. Abraços da equipe Criança e Consumo.

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