Já faz tempo que a televisão é conhecida por esse apelido, mas uma pesquisa recente feita na Grã-Bretanha reforçou o papel do aparelho. Segundo o estudo, divulgado no Brasil pela Veja, 78% dos pais entrevistados afirmaram que deixam seus filhos em frente à TV pelo menos duas horas ao dia e 66% desconhecem totalmente o conteúdo do que eles assistem. O resultado piora: 25% das mães reconhecem que o aparelho é utilizado como uma espécie de babá.

Se lá os dados mostram que a maioria dos britânicos deixa os filhos duas horas em frente a tela, aqui no Brasil os índices são ainda mais assustadores: as crianças ficam em média 5 horas em frente à telinha. A preocupação aumenta ao se pensar que os pequenos têm acesso à televisão sem nenhuma mediação adulta. Ou seja, estão sujeitos a encontrar conteúdo impróprio para sua idade, isso sem falar no bombardeio publicitário que domina a telinha durante os programas infantis.

Depois de divulgados os resultados da pesquisa inglesa, foi elaborada uma cartilha com algumas dicas para os pais: assistir aos programas com os filhos, conferir a classificação indicativa, responder a eventuais perguntas dos pequenos a respeito do que veem e assegurar que a TV não seja a única diversão deles. Segundo especialistas, é essencial que a criança passe mais tempo longe das telas, promovendo brincadeiras criativas e interagindo com outras crianças.

O recomendado é que as crianças não vejam conteúdos midiáticos quando muito pequenas, até os 3 anos, pois podem prejudicar o desenvolvimento cognitivo nessa fase da vida. Quando mais velhas um pouco, é muito importante que os pais e responsáveis conheçam os programas adequadas e estabeleçam regras para evitar que as crianças deixem de fazer outras atividades –  muitas essenciais como o brincar.

Sobre a importância da brincadeira criativa, vale assistir a palestra da psicóloga Susan Linn, co-fundadora do Campaign for a Commercial-Free Childhood, no 3° Fórum Internacional Criança e Consumo.

Susan Linn - Brincadeiras criativas from Projeto Criança e Consumo on Vimeo.

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